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Brasília

Sequestrador faz a ex-mulher refém no Paranoá

Arquivo Geral

27/07/2010 8h19

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

A recepcionista Cláudia Fernandes, 23 anos, viveu mais de cinco horas de tensão e medo na manhã de ontem. Ela foi surpreendida em uma parada de ônibus, na DF-250, na localidade conhecida como Rajadinha, no Paranoá, quando chegava ao trabalho, pelo ex-companheiro, o verdureiro Bernardo Agostinho Castro, 31 anos.           Ele estava armado com um facão e a ameaçava de morte caso não reatasse o relacionamento amoroso, terminado há quatro meses.

 

Cláudia foi feita refém a pouco metros do local onde trabalha. Estava acompanhada pelo casal de filhos pequenos, uma menina de sete anos e um menino de seis. Enquanto a mãe era obrigada, sob ameaça de morte, a entrar em um Fiat/Uno vermelho, supostamente roubado, e seguir para Luziânia, cidade do Entorno distante  56 quilômetros de Brasília, as crianças seguiram sozinhas até o trabalho da mãe.

 

Antes mesmo das crianças chegarem, Ednaldo Loureiro de Farias, chefe de Cláudia, achou estranho o atraso porque a funcionária sempre chegava no horário. Além disso, ela não teria telefonado para justificar a demora. Ednaldo ligou para o celular da recepcionista. Percebeu que a funcionária estava com a voz trêmula e aparentando nervosismo. Ele telefonou para a polícia e denunciou a suspeita.

 

Segundo a delegada Sandra Silveira, adjunta da 6ª DP (Paranoá), a polícia iniciou uma negociação  com Bernardo por telefone. O delegado Guilherme, da Divisão de Operações Especiais (DOE), conversou  com o verdureiro por mais de três horas. Disse que ele deveria liberar a ex-companheira para o bem do casal, dos filhos que Cláudia tem do primeiro casamento e da criança de quatro anos que o casal tem.  Horas depois, Bernardo desistiu da suposta intenção de matar a ex-companheira e retornou a Brasília.

 

O verdureiro foi preso na Rodoviária do Plano Piloto por volta das 13h, quando parou o Fiat com a ex-companheira. O casal conviveu durante quatro anos e estava separado há quatro meses. Ele era proibido, por lei, de se aproximar da ex-mulher.

 

Leia mais na edição desta terça-feira (27) do Jornal de Brasília.

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