O olhar e a voz das crianças foram protagonistas no 1º Seminário Distrital da Primeira Infância, realizado até esta quinta-feira (28), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O encontro reuniu profissionais da educação, autoridades e parceiros do Projeto Plenarinha com o objetivo de ouvir e valorizar as percepções dos pequenos sobre o mundo em que vivem.
O secretário-executivo da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), Isaias Aparecido da Silva, destacou o papel dos educadores na formação integral durante os primeiros anos de vida. Segundo ele, a educação infantil garante os primeiros vínculos e cuidados essenciais ao desenvolvimento pleno.
A programação incluiu apresentações das escutas realizadas com crianças de todas as regionais de ensino, mesas temáticas sobre direitos da primeira infância e a performance “Pingo de Gente também Tem Voz”, feita por alunos do Centro Comunitário da Criança de Ceilândia, que entregaram desenhos representando demandas levantadas no projeto.
A deputada distrital Paula Belmonte ressaltou a importância de ouvir as crianças desde cedo como forma de formar cidadãos conscientes e engajados. “Essa é a janela de desenvolvimento cognitivo decisiva para formar cidadãos comprometidos com o futuro”, afirmou.
Parceria intersetorial
O seminário, promovido pela Secretaria de Educação, reuniu representantes das 14 Coordenações Regionais de Ensino, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), da Universidade de Brasília (UnB), do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), do Comitê Gestor da Primeira Infância do DF e do Banco de Brasília (BRB).
A diretora de Educação Infantil da SEEDF, Fabrícia Estevão, destacou a atuação dos 28 Comitês Mirins, que envolvem crianças de 0 a 5 anos em reflexões sobre brincar, saúde e mobilidade. “A escuta dos alunos é fundamental, porque eles nos mostram, com a linguagem e o olhar genuíno da infância, como é ser criança no DF e o que precisa ser transformado”, disse.
Já a diretora-geral do Centro Comunitário da Criança de Ceilândia, Hellen de Paula Mota, lembrou que as demandas infantis muitas vezes surpreendem. “Elas pedem por segurança, saúde, melhoria na educação, e o querer delas vai muito além do que os adultos acham que é bom para elas.”
A coordenadora pedagógica da CRE Ceilândia, Morgana da Silva, acrescentou que eventos como o seminário ajudam a preparar professores para abordar cidadania desde cedo. “Esses assuntos devem ser trabalhados desde a infância, com respeito ao meio ambiente e compreensão de que as crianças fazem parte desse movimento”, concluiu.
Com informações da Secretaria de Educação