Bicampeonato para eles, tricampeonato para elas. A participação do handebol brasileiro nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro não poderia ter sido melhor, consolidando com duas medalhas de ouro a condição do Brasil como principal força da modalidade nas Américas.
Para a seleção masculina, o gosto foi ainda melhor. Depois de ter ficado apenas na 19ª colocação entre as 24 equipes que disputaram o Campeonato Mundial deste ano, na Alemanha, a equipe comandada pelo treinador espanhol Jordi Ribera deu a volta por cima em casa.
De quebra, ainda aproveitou a final contra a Argentina para exorcizar alguns fantasmas do passado. Se os brasileiros haviam vencido a final do Pan de Santo Domingo em 2003 exatamente contra os mais tradicionais rivais, os hermanos haviam dado o troco em quadras alemãs, quando fizeram parte do grupo do Brasil na primeira chave do Mundial e relegaram o rival à lanterna da chave.
Para a seleção feminina, porém, as vizinhas do sul já não assustam tanto. Sem a rivalidade sul-americana na decisão do Pan do Rio, sobrou para as cubanas a missão de tentat interromper a hegemonia verde e amarela no handebol feminino. Não apenas não conseguiram, como ainda deixaram a quadra com uma indigesta goleada de 30 a 17 nas costas.
Porém, mesmo com o bom resultado, o handebol brasileiro está prestes a perder um dos principais pilares da excelente campanha no Pan. Técnico da seleção masculina, Jordi Ribera confirmou que irá mesmo abandonar a equipe, como já havia antecipado, para comandar o Ademar León, prestigiado clube da elite da modalidade em seu país.
Mesmo com a despedida de Ribera, e com a possibilidade de ver o mesmo destino para Juan Oliver, da seleção feminina, o handebol brasileiro termina sua participação no Pan de 2007 cumprindo o principal objetivo do ano: conquistar as duas medalhas de ouro e assegurar vagas para as duas seleções nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
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