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Brasília

Segurança Pública ganha agilidade de sistema integrado

Arquivo Geral

24/04/2008 0h00

A segurança do Distrito Federal e Entorno conta agora com o reforço tecnológico para atendimento de emergências. Inaugurada nesta quinta-feira (24), find a nova Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) integra num sistema único informações de cada corporação (Polícia Militar, order Polícia Civil, sales Bombeiros e Detran). A Ciade permitirá ainda a ampliação de segmentos da segurança pública no atendimento de ocorrências. O Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (SAMU), a Subsecretaria de Fiscalização, a Polícia Rodoviária Federal e a Defesa Civil também terão acesso às informações.


“De todas as inaugurações no mês de abril, talvez seja essa que a curto e a médio prazos dirá mais respeito ao dia a dia do cidadão”, analisou o governador José Roberto Arruda. “Antes, cada corporação trabalhava com seu programa de computador. A partir de hoje o sistema do Ciade passa a ser único. Portanto, amplia-se o raio de ação da segurança integrada”, explicou. Diariamente, a central recebe entre 13 e 15 mil ligações. De acordo com Arruda, há ocorrências reprimidas e impossíveis de quantificar. “Com esse novo programa vamos atender melhor a demanda reprimida e atender muito melhor, de forma racional e operacional as chamadas ao Ciade”, apontou o governador.


Com o investimento de R$ 4 milhões, o sistema terá 50 novas estações de trabalho, computadores de uso individual e integrados. Ao receber uma ligação, a central vai gerar uma conexão automática em todos os equipamentos da segurança pública com os equipamentos de trânsito. Desde esta quinta-feira (24) já é possível a captação de imagens da área central de Brasília, monitoradas pela 7ª Companhia de Polícia Militar Independente (CPMInd). Os operadores poderão acompanhar em tempo real as ocorrências em andamento nesta área da capital.


Para Arruda, segurança pública no mundo moderno se faz com funcionários bem treinados, bem remunerados e com tecnologia de ponta. “É o que estamos fazendo aqui. Vamos transformar a cidade em um grande Big Brother, que não vai alterar a vida de quem é do bem, mas atrapalhar muito a vida de quem quer fazer o mal”, salientou o governador ao destacar que a capital do país ostenta os menores índices de violência entre as grandes cidades brasileiras.


“Esse momento é a transformação de um sonho de todo sistema de segurança pública em realidade”, definiu o secretário de Segurança, general Cândido Vargas Freire. “É um passo importante, mas ainda tímido diante da grandiosidade do projeto de segurança que o governador Arruda tem para o DF”, completou.


Nesta quinta-feira, o GDF inaugurou a primeira fase do projeto. A segunda etapa consiste na instalação de uma nova central com capacidade para colher mais telefonemas on line simultaneamente, o que possibilitará a duplicação dos atendimentos. Haverá ainda a contratação de 150 operadores civis. Dessa forma, os agentes de segurança internos poderão ser deslocados para o ambiente externo, com ganhos para a população.


Vigilância em tempo integral


A terceira fase inclui o investimento de R$ 2,5 milhões para a instalação de 300 câmeras de vídeo em 18 áreas de segurança centralizadas no Centro Integrado de Segurança Pública (Ciosp). Do total de câmeras previsto, 240 vão para áreas de segurança, com maior adensamento de pessoas, e outras 60 ficarão nos postos comunitários. “A segurança pública de Brasília, que já tem os melhores recursos humanos do Brasil, passará a ter também a melhor tecnologia”, avisou Arruda.


A vigilância por meio de câmeras ainda ganhará reforço entre 2009 e 2010, período em que está prevista a instalação de mais 360 equipamentos, além de 240 postos comunitários. A última fase do projeto de segurança pública será a implantação de um sistema de geoprocessamento, formado por 300 viaturas equipadas com computador de bordo, GPS e comunicação com a Ciade.


Durante a inauguração da nova central, Arruda lembrou que ainda este mês serão 10 inaugurações, até chegar mos em 300 postos policiais comunitários no final de 2010.


Brasília tem 600 mil unidades domiciliares. A idéia é que levar um posto para cada duas mil casas.


 

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