Segundo o delegado do posto policial do Touring, vinculado a 5ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, Fernando Fernandes, diligências são feitas constantemente em toda área central do Plano Piloto, inclusive no prédio do Conic, para coibir a ação de bandidos, além de usuários de drogas e moradores de rua. Ao se deparar com a presença de algum eles são encaminhados de imediato a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) e a outros órgãos competentes.
Quanto ao acesso de moradores de rua e mendigos no Conic o diretor de infra-estrutura da prefeitura do edifício, Ricardo Lopes, diz que é realmente preocupante e que a prefeitura não tem condições de sozinha resolver a questão. “Algumas grades até chegaram a ser postas, durante a noite, mas não foi o suficiente para coibir a ação dos vândalos é preciso mais”, argumenta. Segundo ele, os comerciantes foram convocados a formarem um condomínio único para contratarem seguranças para o prédio como o todo, mas poucos se interessaram.
O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Vicente Lourenço, diz que para piorar a situação a maioria dos prédios que escolhem a segurança privada, contrata vigilantes sem capacitação mínima para proteger o local da ação de bandidos. “Se deixar sem segurança os caras entram então a alternativa contratar pessoas qualificadas para isso. O certo
é não trocar gato por lebre”, orienta.
Enquanto isso nos comércios que não tem como contratar segurança privada a sorte é a única alternativa. George Nogueira, 33 anos, é comerciante de uma loja de ótica e esclarece que a presença dessas pessoas no local até afasta os clientes que já temem o local pela falta de segurança. “As pessoas já têm preconceito com relação a esse local e com essa situação se afastam ainda mais”, desabafa. Depois disso passou a trabalhar sob estresse mesmo depois da instalação de câmeras de vigilância.