Engana-se quem repete o ditado machista de que, na realidade do trânsito, “mulher no volante, perigo constante”. Segundo pesquisa do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), as mulheres são mais atentas ao conduzir um veículo.
De acordo com o estudo, o número de mulheres mortas no trânsito reduziu 28%, passando de 94 casos registrados, em 2014, para 67 óbitos, em 2015. A maior parte das vítimas eram pedestres, seguidas de passageiras. Em apenas sete casos, as mulheres eram condutoras.
Para o diretor-geral do Detran-DF, Jayme Amorim, as mulheres possuem sabedoria, disciplina e serenidade ao conduzir os veículos pelas cidade. “Elas têm participação relevante na melhora dos índices estatísticos do Detran, que vem computando os menores índices de mortes já registrados no trânsito do DF nos últimos tempos”, declarou.
No ano passado, 492 condutores se envolveram em acidentes de trânsito com mortes no Distrito Federal. Destes, a maior parte era homens. A participação feminina em acidentes com vítimas foi reduzida em 27%. De 58 condutoras, em 2014, para 42 em 2015.
Dos registros contabilizados, 24 referem-se a colisões, dez são por atropelamentos de pedestres e oito foram outros tipos de acidentes. A pesquisa mostrou, também, que a maior parte dos acidentes em que as mulheres eram condutoras ocorreu em rodovias.
Contrapondo o envolvimento em acidentes, o quantitativo de mulheres habilitadas no DF cresceu em 2015. Atualmente, cerca de 630 mil delas dirigem pelas vias da cidade, sendo que a maioria absoluta pertence à categoria B, destinada a condução de carros. As mulheres representam 38,4% do total de condutores registrados na capital.