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Brasília

Segundo dia do julgamento do caso que chocou o DF

Os cinco acusados de matar dez pessoas da mesma família estão sendo julgados no Fórum de Planaltina. Os dois primeiros dias sao de oitivas das testemunhas

Amanda Karolyne

14/04/2026 16h08

Foto: Amanda Karolyne/ Jornal de Brasília

Foto: Amanda Karolyne/ Jornal de Brasília

Por Amanda Karolyne
amanda.karolyne@grupojbr.com

O segundo dia do julgamento dos cinco acusados pela “Chacina do Distrito Federal” contou com o depoimento do delegado Ricardo Viana, responsável pela investigação que apontou os réus como autores do assassinato de 10 membros de uma mesma família. As sessões ocorrem no Tribunal do Júri de Planaltina e a previsão é que a audiência se estenda até esta sexta-feira.

Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva são os acusados de cometer diversos crimes.  Eles poderão responder por homicídio qualificado, latrocínio, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, associação criminosa qualificada e corrupção de menores.

O quinteto está por trás das mortes de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, 54 anos, (patriarca); Renata Juliene Belchior, 52 (esposa de Marcos); Gabriela Belchior de Oliveira, 25 (filha do casal); Thiago Gabriel Belchior de Oliveira (filho do casal); Elizamar da Silva (esposa de Thiago); Rafael, 6 anos, Rafaela, 6, e Gabriel, 7 (filhos de Thiago e Elizamar); Cláudia da Rocha Marques (ex-mulher de Marcos); e Ana Beatriz Marques de Oliveira (filha de Marcos e Cláudia). 

Os depoimentos do 2o dia 

Foto: Amanda Karolyne/ Jornal de Brasília
Foto: Amanda Karolyne/ Jornal de Brasília

No primeiro dia, seis testemunhas deram seus depoimentos. Nesta terça-feira, mais 16 pessoas estavam previstas para depor. Uma pessoa deu um depoimento em sigilo pela manhã e até o início desta tarde o delegado Ricardo Viana estava prestando o seu depoimento. 

Marcos foi o primeiro a ser morto, como confirmou o delegado Ricardo Viana na oitiva do julgamento nesta terça-feira. Em seu depoimento, Ricardo afirmou que o corpo da vítima foi esquartejado em 9 pedaços e teve o corpo colocado em uma cova. 

Em seu depoimento, o delegado ressaltou que a motivação dos crimes foi econômica. Ele também comentou sobre uma discussão entre Carloman e Fabrício, que aconteceu no retorno do extermínio de Elisamar e das crianças. Ainda segundo o delegado, embora Carloman tenha entrado mais tarde no grupo criminoso, foi identificado que ele tinha uma posição de liderança de acordo com mensagens trocadas por eles. “Ele aparece depois na investigação quando Fabrício o identifica. Eles precisavam de um braço operacional, mas nas mensagens transcritas, ele age como líder.”

Ainda segundo o depoimento de Ricardo, Carloman havia mencionado que as vítimas seriam liberadas inicialmente. O delegado relatou a fala do acusado: “O Carloman falava que o Gideon e o Horácio falavam que as vítimas iam ser soltas. Só que começou a morrer todo mundo.” Ricardo Viana também reforçou que Carloman se entregou: “Ele falou: eu errei e precisava pagar por isso.” De acordo com o depoimento do delegado, Carloman se ofereceu para falar com a imprensa, mas Ricardo o orientou que, do jeito que a situação estava, não ia ser bom para ele fazer isso. 

A chacina

A investigação do crime se iniciou em janeiro de 2023, após o desaparecimento da cabeleireira Elizamar Silva e de seus três filhos. Na epoca, as apurações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelaram um plano motivado por ganância financeira, que resultou no assassinato de dez pessoas da mesma família. 

Através de emboscadas, o grupo de criminosos manteve as vítimas em um cativeiro em Planaltina, onde sofreram extorsão antes de serem executadas.

Os corpos foram encontrados em locais diferentes entre o Distrito Federal e Goiás. Alguns estavam carbonizados dentro de veículos. 

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