O sargento da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Nilson Cosme Batista dos Santos, que assassinou a própria família e ateou fogo na casa, na quinta-feira (10), ligou para o para o Batalhão e confessou que iria matar a família. Por telefone, o atendente de chamadas ouviu os disparos. Após os crimes, o militar cometeu suicídio.
De acordo com as autoridades, uma equipe foi para a casa do Sargento, em Planaltina, imediatamente após a ligação. No local, a equipe designada arrombou o portão após perceberem sinais de fumaça. A equipe acionou o Corpo de Bombeiros. O interior da casa aparentava estar em chamas e com muita fumaça. Portas e janelas estavam trancadas e o incêndio teria deixado quatro mortos. Logo após, foi descoberto que todos os mortos pertenciam a mesma família, além de terem sido encontrados com marcas de tiro em seus corpos carbonizados.
Um dos cadáveres era do policial militar de 48 anos, a mulher, Lourdes, esposa do policial e os outros dois homens, Lucas e Izaque, 16 e 21 anos, filhos do casal.
Izaque tinha um futuro próspero pela frente. O jovem seria calouro na Universidade de Brasília (UnB), visto que foi aprovado no vestibular, para o curso de engenharia química.
Ao chegar no local, o socorro notou a suspeita de execução. “O que indica é que houve uma execução seguida de incêndio, os corpos têm marcas de arma de fogo e a casa estava em chamas”, concluiu o tenente. A mulher recebeu um tiro no abdômen, pescoço e o terceiro na cabeça. Um dos filhos recebeu um tiro na cabeça e o outro não teve o disparo identificado, pois seu corpo estava completamente carbonizado.