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Brasília

SAMU-DF embarca para o Haiti

Arquivo Geral

15/01/2010 0h00

O Distrito Federal vai ampliar sua contribuição no socorro às vítimas do terremoto no Haiti com o envio de 38 profissionais do SAMU-192. Embarcam a qualquer momento para aquele país, seis médicos, 11 enfermeiros, 20 técnicos de enfermagem e um motorista. Todos são capacitados para a assistência a vítimas de catástrofes. Todos são voluntários e estão conscientes e preparados para as condições extremamente adversas que encontrarão no local. De acordo com o subsecretário de Atenção à Saúde, José Carlos Quináglia, os servidores se ofereceram a partir de uma solicitação do Ministério da Defesa. “O Ministério pediu ontem, e a Secretaria pediu voluntários que prontamente se apresentaram. É a prova da solidariedade do brasiliense”, comentou.


De acordo com Quináglia, os profissionais do Samu/DF darão suporte ao atendimento de politraumatizados e de outras emergências clínicas. “Estão todos dispostos ao sacrifício para ajudar às vítimas do terremoto”, acrescentou. “Estão todos preparados para as adversidades que vão encontrar naquela terra devastada pela tragédia. As famílias desses profissionais ficam aqui preocupadas, mas compreendem essa necessidade”, disse o Secretário. Os profissionais não têm data para o retorno ao Brasil. Ficam até quando for necessário ao suporte do atendimento da força brasileira no país.


O coordenador do SAMU-DF, Rodrigo Caselli, garante que o atendimento no DF não ficará prejudicado com o envio do grupo ao Haiti. “Trabalhamos com uma escala que continuará contemplando as necessidades da população”, afirmou. De acordo com ele, o SAMU irá contribuir, com seu pessoal e equipamentos, dentro de suas atribuições de socorro às emergências.


Segundo Caselli, apesar de haver pouca esperança de encontrar sobreviventes sobre os escombros, devido aos dias decorridos do terremoto, os profissionais do Samu vão esperançosos de que, mesmo fora da estrutura colapsada, haverá como atender as vítimas. “Temos capacidade para dar atenção aos casos médicos em evolução, também”. Ele lembra que estatisticamente, as chances de sobrevivência após passadas as primeiras 24 horas diminuem drasticamente, “mas há casos de encontrarem sobreviventes até após seis dias”, comenta.


Os profissionais embarcam primeiro para o Haiti, o que até o inicio da tarde dependia de definições de transporte. Os equipamentos (ambulâncias, por exemplo) aguardarão transporte adequado. Para os familiares que ficam no Brasil, as notícias serão dadas por email,  por meio do blog www.samu192haiti.blogspot.com e com uma rede de multiplicação de informações que será realizada entre as famílias.

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