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Brasília

SAMU: 25 ambulâncias estão inativas e aguardam por manutenção

Segundo a SES-DF, a capital federal conta com 32 ambulâncias em circulação. Já Sindate-DF diz que são apenas 22 veículos

Carolina Freitas

30/04/2024 20h24

Foto: CBMDF

A população do Distrito Federal sofre com a redução de ambulâncias em circulação na capital federal. De acordo com dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), 25 veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) estão inativos e aguardam por manutenção. Atualmente, o DF conta apenas com 32 ambulâncias à disposição das 35 regiões administrativas (RAs).

Conforme dados da SES-DF, repassados ao Jornal de Brasília, dos 45 veículos da Unidade de Suporte Básico (USB), 30 estão em circulação, o que corresponde a 67% da frota em funcionamento. Já das 12 Unidades de Saúde Avançadas (USAs) cadastradas junto ao Ministério da Saúde, contando a reserva técnica, apenas duas encontram-se ativas para atender os moradores do DF.

Conforme dados do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Sindate-DF), repassados ao Jornal de Brasília, a situação é ainda pior. Segundo o diretor financeiro do sindicato, Newton Batista, a capital federal conta apenas com 30 ambulâncias básicas, e dessas, apenas 20 estão rodando. Em relação aos veículos avançados, existe no DF nove, sendo que no total delas, somente duas estão circulando.

Para Batista, as manutenções estão demorando muito, e o número de ambulâncias atualmente é insuficiente para atender toda a população do DF que solicita o serviço. “A falta de ambulâncias impacta negativamente os moradores da capital federal. Eu sou do SAMU, e hoje estou eleito como diretor do sindicato, porém já presenciei o fato de ter que preterir atendimento. Já ocorreu momentos de eu estar em um atendimento e a central passar um novo e a gente não poder atender e priorizar apenas um”.

“Se nós tivéssemos as 30 ambulâncias básicas e às nove avançadas rodando seria suficiente para atender a demanda do Distrito Federal. Mas claro, quanto mais ambulâncias melhor, mas infelizmente não conseguimos colocar nem esses 39 veículos para rodar. O SAMU do DF já foi considerado o melhor do Brasil, e hoje, perecemos com a falta de ambulâncias e profissionais”, destacou o diretor do Sindate-DF.

Batista acrescentou ainda que o problema no SAMU vai além da falta de ambulâncias: “Nós do Sindate temos apontado principalmente a falta de recursos humanos, temos um concurso vigente para técnico em enfermagem, com mais de três mil aprovados, mas o governo nomeou apenas 130. Nós temos hoje uma carência no SAMU de um terceiro tripulante, o SAMU DF roda na viatura básica com um técnico e um condutor socorrista, não sendo suficiente para prestar um atendimento com qualidade”.

Demora no atendimento

Ao JBr, o diretor do Sindate-DF explicou como o SAMU realiza a filtragem dos atendimentos, o que justificaria uma demora no serviço ou até a falta dele. “Quem faz a triagem dos atendimentos é um médico regulador que existe na central do SAMU. O TARM [Telefonista Auxiliar de Regulação Médica] atende a ligação e repassa para o médico. Feito isso, o médico seleciona e faz a triagem do tipo de gravidade, se é uma ocorrência leve, moderada ou severa. Severas geralmente são acidentes de trânsito, parada cardíaca e trabalhos de parto. Na ocorrência severa é preciso chegar no menor tempo possível”, frisou.

Uma moradora do DF, que prefere não se identificar, entrou em contato com a reportagem e relatou que sua tia precisou de uma ambulância no fim de março deste ano, e o atendimento demorou cerca de 20 minutos. “Minha tia teve um infarto no fim de março e o socorro demorou entre 15 a 20 minutos. Até cogitamos levar ela de carro para o hospital mais próximo, mas quando ligamos para o SAMU foi orientado que seria melhor que esperássemos a ambulância porque se ela chegasse no hospital na ambulância teria prioridade”.

Para a brasiliense, o momento foi desesperador, visto que cada minuto conta muito nessas horas: “O atendimento pelo telefone foi rápido e deram a orientação de esperar, mas não falaram nada que poderia demorar para chegar a ambulância e nem deram uma justificativa do motivo da demora. Quando eles dão uma justificativa é sempre por causa da alta demanda. Na minha visão, a demanda pelo serviço do SAMU é muito alta para o número de ambulâncias, então deveria ter mais ambulâncias para atender a população do DF”.

Em nota, a SES-DF informou que já foi solicitado a manutenção dos 25 veículos do SAMU que encontram-se fora de circulação: “Desde a liberação do novo contrato de manutenção realizada nesta segunda-feira (29), o SAMU já protocolou 25 Ordens de Serviço para seguimento das manutenções e reativação dos veículos. Nós não temos no DF nenhuma ambulância parada por falta de possibilidade de uso, todas estão paradas para manutenção”.

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