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Brasília

Sábado é dia de prevenir a sífilis

Arquivo Geral

16/10/2008 0h00

Neste sábado (18), pilule técnicos da Gerência de DST/ Aids da Secretaria de Saúde estarão distribuídos em vários pontos do Distrito Federal, advice incluindo a Rodoviária, sale Cidade do Automóvel, Feiras dos Importados e do Guará, a fim de orientar a população sobre a prevenção da sífilis. O  Dia Nacional de Combate à Sífilis Congênita será lembrado com ações educativas que se revertam na diminuição dos números da doença.


Diversas regionais de Saúde também desenvolverão atividades como palestras em escolas, além de panfletagem nas feiras de São Sebastião e  Ceilândia. Serão distribuídos folhetos e preservativos masculinos, já que a sífilis é uma doença sexualmente transmissível.


O objetivo da campanha é dar visibilidade ao problema da sífilis na gestação e da sífilis congênita que passa da mãe para o filho pelo cordão umbilical. Além disso, visa conscientizar os homens, da necessidade de  fazer o exame para sífilis e realizar corretamente o tratamento. No DF, dos 61 casos de sífilis congênita notificados, apenas 14 futuros pais realizaram o tratamento e 43 não realizaram.


Segundo a técnica do Núcleo de Transmissão Vertical da Sífilis, Liz Oliveira, a sífilis é uma doença silenciosa e que por essa razão torna-se perigosa. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas de uma forma geral, aparecem feridas nos órgãos genitais, placas vermelhas pelo corpo e pequenas bolhas nas mãos.


Qualquer centro de saúde da SES/DF está apto a tratar gratuitamente a doença. É importante que o tratamento seja seguido à risca, até o fim. Pessoas que têm sífilis e ficam sem tratamento, ao longo dos anos podem desenvolver distúrbios psíquicos graves e até paralisia de membros, relata a técnica.


Causada por uma infecção,  pelo Treponema pallidum, a sífilis é uma doença de transmissão sexual, vertical e sanguínea com distribuição mundial, sendo ainda um importante problema de saúde pública. A única forma de prevenção é o uso do preservativo durante todas as relações sexuais.

As mulheres são as mais contaminadas, no entanto, os homens são os que menos procuram tratamento. Quando adquirida durante a gravidez, pode causar aborto espontâneo, morte fetal e neonatal, prematuridade e danos à saúde do recém-nascido, com repercussões psicológicas e sociais.


No Distrito Federal foram notificados, este ano, 33 casos de sífilis em gestantes, a maioria com idades entre 20 a 29 anos de idade. As cidades com maior prevalência foram Samambaia, Planaltina, Estrutural e Santa Maria. Em 2007, foram notificados 96 casos da doença.


No Brasil, em 2005, foram registrados 5.792 casos de sífilis congênita em menores de um ano de idade, o que representa uma taxa de prevalência ao nascer de 1,9 casos para cada grupo de 1.000 nascidos vivos, variando de acordo com a região de residência. No Centro-Oeste ocorreram 378 casos, com taxa de prevalência ao nascer de 1,6 por 1.000 nascidos vivos.


A sífilis congênita  tem representado um desafio à saúde pública no Brasil e em Brasília pela sua elevada taxa de prevalência e graves seqüelas perinatais. A organização Mundial de Saúde (OMS) diz que a doença é eliminada quando existe a taxa de menos de um caso para cada 1.000 nascidos-vivos. A sífilis congênita é uma doença sentinela. Isto quer dizer que quando ela está presente, e sem controle, a saúde pública da população tem sérios erros estruturais.

Outras informações pelo e-mail: sifiliscongenita@yahoo.com.br ou pelos telefones (61) 3322-1590 e  (61) 3905-4625.

 

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