Raphaella Sconetto e Eric Zambon
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Por apenas 13 votos de diferença, de cerca de 1,6 mil proferidos, a chapa Harmonia, representada por Rudi Finger, foi a vencedora para a comodoria do Iate Clube de Brasília. A gestão ficará à frente da instituição no período de 2018 a 2020, sem possibilidade de reeleição. A posse acontece em 15 de novembro.
A margem pequena de vitória fez com que o resultado fosse comemorado com ressalvas. “Existe uma base a ser convencida ainda, isso ficou claro. Até porque também não conseguimos eleger nosso conselho”, salientou Finger. Para o Conselho Deliberativo, a chapa Independente foi a eleita, promovendo 40 titulares e 20 suplentes.
Como nas eleições anteriores, os votos foram colhidos por urnas eletrônicas cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Cabines privadas também foram instaladas para garantir um processo informatizado e mais seguro, de modo que pudessem assegurar a transparência das votações.
- Foto: Myke Sena
- Foto: Myke Sena
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Corrida eleitoral
O clima de eleição contaminou o clube ao longo do mês. Faixas, cartazes, camisas, bonés e decoração com a cor de cada chapa compuseram o cenário de votação. Os candidatos à comodoria, no entanto, minimizaram o clima de disputa. “A eleição é uma grande confraternização, cada chapa buscou a sua vitória. Mas foi uma disputa saudável”, resumiu o candidato Maurílio Santinello.
O empresário Rodrigo Sá Roriz, representante da chapa Iate Feliz, afirmou esperar que a nova gestão ouça mais os sócios. “Estou feliz só de ter chegado aqui. Para um iatista é uma honra”, resumiu.
Demandas dos sócios
Ao longo desta quinta-feira (05), os associados compareceram ao Iate Clube para participar do processo de escolha. O funcionário público e sócio Marcelo Teixeira Gallerani, de 45 anos, apontou que é importante que o clube se mantenha organizado. “O vencedor terá o clube com as contas no azul, não mais no vermelho. Eu espero que faça um bom trabalho”, afirmou. E a comemoração não é somente da chapa ganhadora. “Todos nós somos amigos. Vamos comemorar juntos”, completou ele.
Um comodoro que saiba administrar bem as despesas e receitas do Iate é essencial também para o engenheiro químico João Bosco Costa Dias, de 58 anos. “Somos referência local e nacional. A política, para mim, tem que ser eficiente na questão de custos e finanças, para que não tenha gastos excessivos”, ponderou.
Já a analista de sistemas Victória Gebaili, 37 anos, espera do novo comodoro mais investimentos nos esportes. “Tem que dar uma atenção para os esportes infanto-juvenis, porque há muitas opções para os adultos, e os adolescentes estão esquecidos”, sugeriu.
O vencedor Rudi Finger garantiu que as promessas serão cumpridas. Segundo ele, o primeiro passo é reformar coberturas das quadras esportivas, para em seguida investir nos fiscais da área náutica. “Precisamos primeiro fechar o orçamento de 2018 para eleger nossas prioridades. Com certeza vamos concluir obras em andamento”, projetou.
Saiba mais
- No mesmo dia em que foi promulgada a Constituição Federal de 1988, que ficou reconhecida pela retomada da democracia e dos direitos sociais, aconteceram as eleições para decidir quem seria o gestor do Iate Clube. No entanto, antes mesmo dessa data histórica, o clube já se diferenciava do restante do País: enquanto o Brasil vivia a Ditadura Militar, o Iate era o único lugar a exercer a democracia na capital.
- Embora seja um clube privado, que só dá acesso aos associados, o Iate promove eventos culturais abertos ao público externo. Entre eles o Luau do Iate, a Festa Junina e o Iate in Concert.
- O Iate Clube de Brasília está em uma área de 150 mil m², que funciona diariamente das 6h às 22h. Abriga 550 embarcações e possui 13 modalidades esportivas, além de espaços como academia, restaurantes, piscinas e churrasqueiras.


