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Brasília

Rosso se reúne com presidente do TCDF para discutir contratos suspensos durante Caixa de Pandora

Arquivo Geral

01/06/2010 18h24

O governador, Rogério Rosso, (PMDB) se reuniu durante a tarde de hoje (1), com a presidente do Tribunal de Contas da União, Anilcéia Machado, para avaliar a situação dos contratos suspensos no DF após o escândalo da Caixa de Pandora.

 

Ao todo, vinte contratos estavam com pagamentos suspensos por terem sido citados no inquérito da Polícia Federal. Cinco empresas prestadoras de serviço conseguiram, junto ao TCDF, uma liminar para continuar a receber esses pagamentos, e, por conseguinte, continuam a prestar serviços normalmente ao governo. Segundo o governador, todos esses contratos, incluindo os que conseguiram receber em caráter excepcional, passarão por auditorias para avaliar a idoneidade dos mesmos.

 

Essas empresas prestam serviço a diferentes áreas do governo, como hospitais, delegacias e órgãos do GDF. Um dos casos mais preocupantes, hoje, é o do Detran.

 

O Diretor-geral do Detran-DF, Geraldo Nugoli, também se encontrou com o governador para discutir uma solução para os problemas que a autarquia vem enfrentando devido a suspensão dos contratos.

 

Rosso garantiu que não haverá paralisação nas atividades e afirmou ainda que, amanhã, haverá outra reunião para a resolução do caso.

 

As três empresas que prestavam serviços ao órgão tiveram seus pagamentos congelados, e consequentemente o fornecimento de materiais básicos ao Detran, como tintas para impressora, e a prestação de serviços, como o call center (central 154), foram interrompidos.

 

Ontem (31), a sede do Detran de Brazlândia teve suas atividades encerradas no começo da tarde. As unidades do SIA e de Sobradinho mantiveram os atendimentos normalmente, mas ameaçavam paralisar os serviços por falta de recursos ainda durante a semana.

 

Segundo o órgão, sem os matériais necessários, é impossível a emissão de documentos, boletos e multas. Rosso afirmou ainda que, caso seja necessário, o governo providenciará por meios legais a compra desses materiais. Segundo o governador, o mais importante é que a população não seja afetada.

 

Um dos problemas para a normalização das atividades de todos os órgãos prejudicados por essa suspensão nos contratos é o impedimento legal de realizar novas licitações. Enquanto esses contratos investigados e suspensos estiverem vigentes, não existe a possibilidade de abrir um novo processo de licitação.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (02) do Jornal de Brasília.

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