O governador Rogério Rosso participou, nesta segunda-feira (19), da cerimônia de assinatura da medida provisória que libera mais de R$ 6 bilhões para a execução de obras de infraestrutura necessárias para a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu, no Palácio do Itamaraty, com governadores e prefeitos de 12 estados que sediarão o Mundial de Futebol para anunciar o investimento na reforma de 13 aeroportos e sete portos brasileiros.
Também participaram do encontro o vice-presidente José Alencar, ministros de Estado, como Orlando Silva, do Esporte, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, além personalidades esportivas.
De acordo com o documento, serão investidos R$ 5,5 bilhões nos aeroportos de Brasília, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Os portos Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Santos, Rio de Janeiro e Manaus terão reforço de nos aeroportos R$ 740 milhões.
O objetivo da medida provisória é facilitar o financiamento de obras das cidades-sedes e reduzir a burocracia dos processos para as tomadas de empréstimos necessários. Os projetos da Copa terão linhas específicas de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que deverá priorizar a análise e concessão de financiamentos aos empreendimentos vinculados ao Mundial. “A Medida Provisória é em caráter excepcional para as cidades no que diz respeito aos limites. Estamos criando uma expectativa para aumentar os financiamentos da Copa”, afirmou Lula.
O presidente reforçou ainda que a preparação do evento poderá ser fiscalizado por qualquer brasileiro. “Cada ato serás divulgado no Portal da Transparência. Cada centavo investido poderás ser acompanhado por todos”, completou Lula.
Para o ministro dos Esportes, Orlando Silva, este é mais um passo sólido para ajudar na preparação dos grandes eventos esportivos do País. Ele reforçou que a medida provisória amplia a capacidade de endividamento das cidades, mas não interferem nas regras previstas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “A MP não muda a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ela altera outra medida que vai significar mais investimentos em infraestrutura, mais capacidade de contratar financiamentos para os investimentos necessários que o nosso país vai precisar”, adiantou.
O governador Rogério Rosso avaliou que esse tipo de ação promove o desenvolvimento social e econômico das regiões. Por isso, o investimento será importante não só para Brasília, mas para todo o Distrito Federal. “As obras trarão benefícios consideráveis para toda a população. Os investimentos são feitos para o evento, porém ficam para sempre à disposição da comunidade”, ressaltou.
Rosso também acredita que a capital tem todas as condições de sediar a abertura da Copa. “Brasília é a cidade mais adiantada e tem tudo para ganhar a disputa. Nosso estádio será o melhor do País. Várias empresas internacionais procuram o governo para fechar calendário de eventos para os próximos cinco anos”, concluiu.