O brasileiro Robert Scheidt, que corre com Bruno Prada na classe star de vela, sabe que a dupla tem condições de chegar à medal race de amanhã com chances de brigar pelo ouro, mas sabe que o bronze é uma possibilidade mais real.
Após um início de campanha ruim, os brasileiros foram bem no penúltimo dia de regatas e acumularam três terceiros lugares nas disputas do dia, subindo da oitava para a terceira colocação geral e chegando com reais chances de medalha.
Na classificação geral, Scheidt e Prada têm 47 pontos perdidos, enquanto os suecos Fredrik Loof e Anders Ekstrom estão com 33, na primeira colocação. Os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson estão em segundo, com 35.
Scheidt comemorou bastante o desempenho no penúltimo dia de regatas: “Foi uma reação muito importante. Velejamos como deveríamos ter feito durante toda a semana. Aconteceu meio tarde, mas está valendo,” comentou o velejador ao site do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).
“O barco ainda tem a chance de sair da medal race com a medalha de ouro, mas, para isso, precisaria ganhar e torcer para os suecos chegarem no mínimo em oitavo e os britânicos, em sétimo. “É mais realístico pensar no bronze”, admitiu.
Segundo Scheidt, a estratégia agora é manter a calma. “Não podemos partir para cima do barco francês (quarto lugar com 51 pontos), porque o suíço está pouco atrás (quinto, com 55)”, analisou.
Para o brasileiro, cada barco deve se preocupar com o desempenho na regata, pois a diferença entre os primeiros colocados não é tão grande.
“Não acredito que eles (os líderes) devam se preocupar apenas um com o outro porque tem mais gente atrás. Acho que é dia para estar bem certo das decisões que se vai tomar e correr para conseguir fazer tudo direito. Agora que chegamos perto dessa medalha, queremos conseguir,” destacou.