O corte com cerol em pipa no pescoço do motociclista Valderi de Souza foi a primeira ocorrência desta natureza em Santa Maria. Mas, segundo o delegado, acidentes como estes que costumam gerar mortes são uma preocupação constante.
Durante o período das férias há um aumento dos casos de ciclistas e motociclistas atingidos por cerol. E segundo o Corpo de Bombeiros as cidades onde mais se registram acidentes com cerol são nas cidades de Taguatinga, Samambaia e Estrutural. Na Ceilândia, um adolescente de 13 anos do Setor P. Norte disse saber dos riscos e da proibição de passar cerol na linha de sua pipa. Enquanto passava a mistura de vidro moído e cola de sapateiro em sua linha, o adolescente argumentou que faz isso porque todos os seus amigos fazem o mesmo. “Se eu não passar vou perder a minha linha para meus amigos”. O Major Alexson Valles do Corpo de Bombeiros lembra que o uso e fabricação de cerol é proibido em Brasília por meio de uma lei distrital de maio de 2007. Logo por ser proibido por lei, ele diz que o cerol não deve ser feito ou utilizado em hipótese nenhuma. “O corte provocado por este artifício, dependendo da velocidade do ciclista ou motoqueiro pode dilacerar seriamente uma pessoa, e até matar”, disso o bombeiro. Ele recomenda aos motociclistas utilizar uma antena para evitar danos sérios.