Por: Gabriel de Sousa
No dia 19 de janeiro de 2021, seis servidores da Saúde se tornaram as primeiras pessoas a se vacinarem contra o coronavírus no Distrito Federal. O evento aconteceu no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), e iniciou oficialmente a campanha de vacinação na capital federal. Em doze meses, o Governo do Distrito Federal aplicou os imunizantes em mais de 2,3 milhões de brasilienses.
No dia seguinte, no dia 20 de janeiro, os idosos residentes em Instituições de Longa Permanência, seus cuidadores e também integrantes de povos indígenas receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus.
Durante os primórdios da campanha de vacinação, os profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), que atuavam na linha de frente no combate à pandemia, foram prioritários no recebimento das dosagens. Mas no primeiro dia do mês de fevereiro, o DF começou a vacinar os 42.335 idosos com mais de 80 anos.
Com o passar do tempo, e com a chegada de mais doses de vacina, começou a se regredir a faixa etária do brasiliense mais velho até o mais novo, que puderam ir até os postos começar a se imunizar ante à doença. No dia 12 de junho, a permissão chegou a até a população acima de 50 anos, e em 15 de julho, até os moradores com mais de 40 anos.
No dia 9 de agosto, os brasilienses com mais de 20 anos puderam receber a primeira dose da vacina contra o coronavírus. Oito dias depois, todos os adultos com mais de 18 anos já podiam receber a primeira dose do imunizante contra a covid-19.
Neste momento do ano, o DF tinha 62% da população vacinada com pelo menos uma dose, sendo o segundo estado que mais vacinou no país, e rivalizava com o estado de São Paulo a liderança da campanha nacional de imunização com a primeira dose.
Neste ranking, o Distrito Federal irá encerrar o ano de 2021 na nona posição, atrás dos estados do Piauí, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Espírito Santo.
Vacinação de adolescentes
O governador Ibaneis Rocha (MDB), anunciou no dia 23 de agosto o início da vacinação dos adolescentes ante à covid-19. Os prioritários a receberam as doses foram de início aqueles que tinham 17 anos. No dia 28 de setembro, chegou a até os jovens de 12 anos, que puderam receber a primeira aplicação do imunizante.
Os adolescentes somente poderiam receber o imunizante da Pfizer-BionTech, a única aprovada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Ao todo, aproximadamente 87% dos 268.473 jovens entre 12 e 17 anos receberam pelo menos uma dose da vacina, enquanto 50% já receberam a segunda dose e completaram o seu esquema vacinal neste ano de 2021.
Ao longo da campanha, os profissionais da linha de frente da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), convocavam os adolescentes a ir até os postos de saúde. No dia 8 de novembro, quando 30% dos adolescentes ainda não haviam comparecido aos postos de saúde, o infectologista Darcy Alburquerque, em uma entrevista para o Jornal de Brasília, afirmou que o motivo da inadimplência poderia ser por imposição por parte da família. “Muitos deles não vão para os postos por conta da opinião ideológica dos pais”, disse.
DF termina o ano com mais de 82% da população imunizada
De acordo com os dados do Vacinômetro, disponibilizado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), desde a primeira aplicação da vacina contra o coronavírus no Distrito Federal, no dia 19 de janeiro, até a última semana do mês de dezembro de 2021, 4.767.452 doses foram aplicadas.
No dia 5 de outubro, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que pretendia vacinar toda a população com mais de 12 anos do Distrito Federal com pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus. De acordo com o subsecretário em Vigilância à Saúde, Divino Valero, a meta seria possível graças ao apoio do Ministério da Saúde.
Até o início da última semana deste ano de 2021, o Distrito Federal vacinou 2.303.849 pessoas com a primeira dose da vacina contra o coronavirus. O número é equivalente a mais de 91% do público vacinável (com mais de 12 anos) e 75% da população total da capital federal.
De acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) 2.059.358 pessoas receberam a segunda dose e 58.382 receberam a dose única da vacina contra o coronavírus, totalizando 2.117.740 brasilienses com o esquema vacinal completo. Este número equivale a mais de 82% da população vacinável e a 70% da população total do DF, que segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), é estimada em 3.052.546 pessoas.
No dia 22 de setembro de 2021, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal começou a vacinar os brasilienses com a dose de reforço, começando pelos idosos com 85 anos ou mais. Até o final deste mês de dezembro, com a ampliação das faixas etárias e também o cumprimento dos intervalos entre as dosagens, 335.797 pessoas receberam a terceira aplicação no Distrito Federal, um número que corresponde a cerca de 14% do público vacinável com mais de 12 anos.
No início da vacinação com a dose de reforço, era necessário que o vacinado respeitasse um intervalo de seis meses desde a aplicação da segunda dose do imunizante. Porém, em 16 de novembro, o intervalo foi reduzido para cinco meses, e no último dia 21 de dezembro, o Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou a nova redução para quatro meses.
GDF apostou em campanhas para atrair não-vacinados
O Distrito Federal irá encerrar o ano de 2021 com aproximadamente 210 mil brasilienses que ainda não receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus, além de 220 mil que já estão aptos a receberem a segunda dose, mas que ainda não buscaram os postos de saúde espalhados pela capital federal.
Na tentativa de trazer mais pessoas para os postos de Saúde, o Governo do Distrito Federal realizou no dia 20 de novembro, o “Dia D da Vacinação”, que levou a aplicação dos imunizantes para pontos estratégicos espalhados pela capital federal, como a Rodoviária do Plano Piloto e a Feira dos Importados. “Nosso esforço será com a primeira dose para quem tem mais de 18 anos. Vamos levar o imunizante mais perto das pessoas”, informou o secretário da Saúde, general Manoel Pafiadache, nas vésperas do evento.
A expectativa do governo distrital era a de levar o maior número possível das pessoas que não haviam se imunizado nos postos de saúde desde o início da campanha de vacinação. No “Dia D da Vacinação”, o DF conseguiu vacinar 11,8 mil moradores.
A partir do dia 8 de dezembro, a Saúde apostou em outra alternativa: possibilitou que os brasilienses pudessem escolher a marca da vacina contra o covid-19 em que desejariam receber. “O nosso intuito é vacinar ao máximo a população para que a gente tenha uma cobertura vacinal destaque no Brasil”, disse o secretário de Saúde, Manoel Pafiadache, naquela ocasião.
Pfizer-BionTech foi a marca mais presente nos estoques do DF
Desde o início da campanha de vacinação no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde recebeu 2.870.562 doses da Pfizer-BionTech, que correspondeu a 45,65% do estoque da pasta durante a imunização da população. A marca foi a utilizada pela vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos, e também será utilizada em uma eventual aplicação em crianças de 5 a 11 anos.
A segunda marca com mais estoques no Distrito Federal foi a Coronavac, com 1.791.330 doses (27,06% do total). A Saúde recebeu também 1.610.775 unidades da Oxford-AstraZeneca (25,62%) e 105.450 da Janssen (1,68%).
A capital federal irá encerrar o ano de 2022, com 1.903.310 doses disponíveis para serem distribuídas entre a população, são elas: 542.100 unidades da CoronaVac; 442.260 unidades da Pfizer-BionTech; 83.000 da Oxford-AstraZeneca e 19.950 da Janssen.