Dia 01
Com o incêndio na boate Kiss, no Rio Grande do Sul, que matou 235 jovens, as exigências de segurança em casas de festa foram intensificadas no Brasil inteiro, inclusive no Distrito Federal. Em fevereiro de 2013 a agência de Fiscalização do DF (Agefis) fechou mais de 20 bares e boates em Brasília por falta de documentação de funcionamento. As casas, porém, passaram poucos dias fechadas. Desde então, diversos acidentes em empreendimentos ou casas de show que não tinham alvará de funcionamento demonstram um possível esquecimento dos perigos envolvidos em um lugar sem as vistorias atualizadas do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e outros órgãos competentes.
Na época, um evento noturno frequentado por jovens às quintas e sextas-feiras em um clube da 904 Sul não precisou ser fechado, mas a fiscalização solicitou que fossem feitas algumas alterações específicas em um documento de recomendação de melhoria entregue aos gerentes. “Estava tudo de acordo com a legalidade. Só avisaram que faltava informação visual no local. Aqui funciona como clube durante o dia. Então, na hora da festa a gente coloca algumas placas extras para a noite, como na saída de emergência”, explica o gerente da festa, Igor Called, 23 anos.
Já uma boate no Lago Sul foi fechada pela Agefis no início do ano. O dono, inclusive, foi preso por desacato na noite da fiscalização, pois ele estava em desacordo com a situação e ficou agressivo. Desde então, as portas da casa foram fechadas e outro empreendimento está sendo construído no local.
Alterações
Para evitar situações de perigo ou até o fechamento das portas, algumas casas noturnas e bares anteciparam as mudanças. Esse foi o caso de uma boate no Gilberto Salomão, no Lago Sul. “Nem chegamos a ser notificados porque durante o feriado do Carnaval, antes das fiscalizações, fechamos as portas por um mês para fazer algumas adequações”, conta o diretor artístico da balada, João Leonardo Jardim.
Todos os perigos evidenciados após a fatalidade no Rio Grande do Sul foram considerados na hora de alterar a casa. “Deixamos em maior evidência os itens de segurança e a saída de emergência por meio de adesivos de sinalização”, explica o diretor.
Precaução
Na época das fiscalizações, várias casas noturnas de Brasília foram julgadas pela utilização de velas na entrega de garrafas de champanhe. Isso porque teria sido este o motivo causador do incêndio na boate Kiss, no Rio Grande do Sul.
Em fevereiro
Depois do incêndio em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde 235 jovens morreram, a Agefis interditou duas casas noturnas no Setor de Indústrias Gráficas (SIG) por falta de documentação.

Leia a retrospectiva completa na edição digital. Clique aqui e leia esta e outras notícias do JBr desta terça-feira.