Menu
Brasília

Retrospectiva 2017: Motorista morre em cela após ser preso

Arquivo Geral

31/12/2017 7h00

Atualizada 29/12/2017 19h48

Caso ocorreu em Sobradinho. Família contestava a hipótese de suicídio, que acabou indicada em laudo. Foto: Myke Sena

Amanda Karolyne
redacao@grupojbr.com

O motorista Luís Cláudio Rodrigues Figueiredo foi encontrado morto dentro de uma cela da 13ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho, em 14 de junho, um dia antes de completar 49 anos. Naquela data, não se sabia ao certo como ocorreu a morte do funcionário da presidência da Caixa Econômica Federal, mas a hipótese de suicídio contrariava a família. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) estava no caso.

Advogado da família e primo da vítima, Paulo César Machado Feitosa, questionou a postura da Polícia Civil momentos após o óbito. “Assim que soube, fui para a 13ª DP. Ao chegar lá, me identifiquei e pedi para ter acesso ao local, mas negaram. Também fiz um requerimento solicitando acompanhar a perícia. No entanto, mais uma vez, meu pedido foi negado”, declarou.

Segundo o advogado, o único que conseguiu entrar na cela e detalhar o cenário foi o marido da irmã de Luís. “Ele estava com a camisa enrolada no pescoço e presa a uma janela de ventilação da cela. Portanto, encontrava-se pendurado, porém, com os joelhos flexionados e de costas para a parede. Além disso, estava de bermuda e com os chinelos nos pés. Meu cunhado ainda percebeu que Luís havia urinado, mas não tinha nenhuma marca no chão. Vale lembrar que o delegado não permitiu que a camisa fosse tirada do pescoço”, acrescentou.

Em agosto, a polícia divulgou que o resultado do laudo concluiu que houve asfixia por enforcamento, o que indicaria suicídio.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado