Amanda Karolyne
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O racionamento começou no Distrito Federal no dia 16 de janeiro, e 1,8 milhão de pessoas seriam atingidas. O presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Maurício Luduvice, alertou para a necessidade da medida e garantiu que, com o consumo moderado e consciente, a quantidade que fica na caixa d’água das residências seria suficiente para o dia sem abastecimento.
A Barragem do Descoberto, que armazena a água de mais da metade da capital, estava com 18,85% da sua capacidade na ocasião. “Estocar água pode aumentar o desperdício e, caso os recipientes fiquem abertos, viram ambiente propício para o mosquito da dengue”, alertou Luduvice. “Verifiquem a boia. Ela precisa estar nova e limpa, pois sem abastecimento o volume vai descer. E, estando vazia e suja, quando religar, a sujeira vai subir”, citou o presidente da Caesb.
O racionamento no Distrito Federal começou com ciclo de um dia sem abastecimento (a partir das 8 horas), seguido de dois dias para religar e estabilizar o sistema, e três de situação normalizada. O Plano Piloto estava excluído do racionamento na época. As áreas afetadas eram Águas Claras, Candangolândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Park Way, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Santa Maria, Samambaia, Taguatinga e Vicente Pires. Mais à frente as regiões abastecidas pelo reservatório de Santa Maria também passaram a ter rodízio.