Da Redação
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A intenção era roubar. Esta é a conclusão da polícia após ouvir o depoimento dos dois suspeitos da morte do taxista Josias Honório, 54 anos, no último domingo, na QI 17 do Lago Sul. Com a prisão do segundo acusado, M.A.P.D., 20 anos, na terça-feira à noite – o primeiro foi preso na segunda-feira –, foram constatadas contradições nos dois relatos sobre o crime. Eles apresentaram versões diferentes para a quantia de dinheiro que possuiam e sobre o destino da corrida. Para a delegada Selma Carmona, titular da 10ª DP, o crime foi mesmo um latrocínio (roubo seguido de morte).
Ontem, o táxi incendiado estava exposto no pátio da delegacia. Os criminosos colocaram fogo para tentar apagar qualquer vestígio. A imagem, porém, foi muito forte para familiares da vítima que não contiveram a emoção ao ver o veículo. Desesperada, uma irmã de Josias precisou ser contida quando corria em direção à delegacia, onde estavam os acusados do crime. Aos gritos ela pedia por justiça. Filhas de Josias também estiveram na DP, mas não quiseram comentar o crime.
M.A.P.D., que foi preso próximo a sua residência, no Jardim ABC, na Cidade Ocidental (GO), teria confessado ter incendiado o carro da vítima e disse que agiu em legítima defesa. Mas a polícia descartou a possibilidade de o taxista ter começado a briga, já que os acusados não tinham dinheiro para pagar a corrida.
Luta corporal
Segundo a delegada Selma Carmona, o laudo da Perícia Técnica, do Instituto Médico Legal (IML) aponta que houve luta corporal entre os envolvidos e que a vítima teve escoriações no rosto e indícios de mordidas. “Os elementos levam a crer que os dois queriam levar o carro. Eles jogaram o taxista, ainda vivo, para fora do veículo e o deixaram agonizando no local”, afirma.
Os acusados contaram que decidiram pegar o táxi após não conseguir transporte público. Eles são colegas de infância e vendiam vale-transporte na Rodoviária do Plano Piloto. Para a polícia, J.G.M.S. disse ter apenas R$ 15 para pagar a corrida e que o outro acusado não tinha dinheiro. Porém, em seu depoimento, M.A.P.D. afirmou que ambos tinham a mesma quantia, totalizando R$ 30.
Já para os jornalistas o suspeito disse ter pago a quantia de R$ 80 para o taxista, porém, em seguida, mudou o valor para R$ 50. Além disso, um disse que iria até a QI 23 pegar outra condução, enquanto o outro afirmou que iriam até a casa de um parente pegar mais dinheiro.