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Brasília

Reforma para solucionar os problemas de infra-estrutura do Cine academia

Arquivo Geral

03/05/2010 15h47

Izabella Peregrino

izabella.peregrino@jornaldebrasilia.com.br

 

O Cine Academia foi por muito tempo um local onde um público mais culto e diferenciado se reunia para assistir grandes filmes que não chegavam aos cinemas comerciais da cidade. A nostalgia que o locar oferece – em contra ponto aos cinemas de shopping – permanece, apesar das reclamações de alguns clientes. Quem frequenta o local conhece os problemas de infra-estrutura (poltronas velhas, carpetes antigos, banheiros antiquados), mas pode ficar tranquilo pois as reformas para melhorar o local começaram há dois meses e estarão prontas até o próximo Festival Internacional de Cinema (FIC) no fim do ano.

 

“Não podemos fechar o cinema enquanto fazemos as reformas, por isso estamos caminhando aos poucos”, esclarece Donatella Farani, diretora do Cine Academia. Esta semana por exemplo a Sala 6 ficará quase toda pronta, faltando apenas um pedaço. As poltronas antigas foram substituídas por poltronas novas, o piso que era de carpete, agora é de borracha – o que facilita a limpeza e acumula menos poeira- e as paredes foram revestidas com um carpete novo antialérgico e anti-ácaros. O banheiro feminino ganhou novas pias e as portas não serão mais de madeira e sim de vidro. O banheiro masculino será reformado em seguida.
Entretanto, a cara do Cine Academia não deve mudar, o perfil de cinema intimista e exclusivo continua mesmo com as mudanças. O vermelho das paredes vai ganhar um ar mais sofisticado com a inclusão de painéis de madeira. “O carpete da entrada também ainda não alteramos, mas será um piso de madeira também”, adianta Donatella.

 

Bráulio Santiago é economista e adora a programação do Cine Academia. “Lá tem filmes que não passam em nenhum outro lugar”, disse. “Mas às vezes a projeção é muito escura, o som fica baixo demais. Já reclamei várias vezes, mas quando aumenta fica pior”, avalia. Donatella Farani, no entanto, garante que eles fazem o possível para acompanhar os avanços tecnológicos. “Trouxemos os equipamentos mais novos que eram do Cine Academia do Lago Norte e vamos melhorar progressivamente, afinal os próprios filmes exigem isso”, justifica a diretora.

 

Apesar disso, o problema da qualidade do som do cinema não se restringe ao Cine Academia, De acordo com Patrick Jongh, engenheiro de áudio formado nos Estados Unidos e com experiência no Universal Studio, a situação do Cine Academia é alarmante, porém ele não é o único da cidade que enfrenta dificuldade. “São poucos os cinemas que fazem algum tipo de manutenção no sistema de som. O Embracine ainda consegue manter uma qualidade de áudio. O Cine Academia, entretanto, tem caixas estouradas e outros problemas técnicos”, observa o engenheiro. A administração do local, no entanto, afirmou que um técnico faz uma regulagem do som com frequência e que às vezes acontece de não ficar perfeito.

 

Eduardo Gomes trabalha no ramo de audiovisual e elogia os filmes exibidos no cinema, mas não gosta de lembrar de sua última experiência no cinema com a exibição do longa “500 Dias Com Ela” em que a projeção estava ruim. “Quem vai ao academia quer filmes diferente, e é a única opção da cidade para tal”, pondera.

 

O Cine Academia foi por muito tempo um local onde um público culto se reunia para assistir a grandes filmes que chegavam aos cinemas comerciais da cidade. A marca abriu franquias que logo foram fechadas como as do Aeroporto, Deck Norte e Cultura Inglesa. Cada dia que passa as reclamações em relação a estrutura e às projeções do cinema aumentam e nada parace ser feito para contornar a situação.

 

Além das reclamalções referentes a situação das salas que estão mal cuidadas, com cheiro de mofo e ultrapassadas, tem quem reclame da exibição dos filmes. “Às vezes a projeção é muito escura, o som fica baixo demais. Já reclamei várias vezes, mas quando aumenta fica pior”, avalia Bráulio Santiago, 37 anos, economista. Ele se considera um amante dos filmes e acredita que a seleção de películas do Cine Academia é a que mais lhe agrada, no entanto, a qualidade física do local fica a desejar.

 

De acordo com Patrick Jongh, engenheiro de áudio formado nos Estados Unidos e com experiência no Universal Studio, a situação do Cine Academia é alarmante, porém ele não é o único da cidade que enfrenta dificuldades com relação à qualidade do som, sua especialidade. “São poucos os cinemas que ainda fazem algum tipo de manutenção no sistema de som. O Embracine ainda consegue manter uma qualidade de áudio. O Cine Academia, entretanto, tem caixas estouradas e outros problemas técnicos”, observa o engenheiro.

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