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Brasília

Reforço na saúde do Recanto das Emas

Arquivo Geral

04/01/2010 0h00

Em 50 dias, a população do Recanto das Emas passará a contar com sua primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que funcionará na quadra 400/600. A terraplanagem do terreno já foi feita para receber a unidade, erguida em módulos pré-moldados. A expectativa da Secretaria de Saúde do DF é de que oito UPAs estejam funcionando até o fim deste ano em cidades do DF e do Entorno. Além do Recanto das Emas, Ceilândia e São Sebastião serão as primeiras a receber este reforço na saúde.



No ano passado, os governos Federal, de Goiás e do Distrito Federal assinaram um convênio autorizando o repasse de verbas para a criação de 14 Upas na região – um investimento total de aproximadamente R$ 19 milhões.



A proposta das UPAs é prestar atendimento emergencial de baixa e média complexidade 24 horas por dia a portadores de quadro clínico agudo e atender às diversas demandas da população, especialmente à noite e aos fins de semana, quando a rede básica e o Programa Saúde da Família não funcionam. As unidades fazem o primeiro atendimento, a estabilização e o diagnóstico que vai definir a necessidade de encaminhar o paciente para uma unidade hospitalar. Os pacientes podem ainda ser tratados e liberados ou permanecer em observação por até 48 horas.



As UPAs terão entre 1.300 m² e 1.600 m², e estarão equipadas com raio X, sala de emergência, sala de dentista, consultórios e sala de recuperação, e serão geridas no mesmo molde do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), ou seja, por meio de uma parceria público-privada.



As unidades são classificadas conforme o tamanho da população da região e o número de atendimentos por dia. Quando a população variar entre 50 mil e 100 mil habitantes e o número de atendimentos médicos na emergência (hospitais e postos de saúde) varia entre 50 e 150 pacientes por dia, a unidade será classificada como de Porte I. Entre 101 mil e 200 mil habitantes, com atendimento emergencial entre 151 e 300 pacientes por dia, será Porte II. Já a Porte III abarca uma população de até 300 mil, com 450 pacientes por dia na região.



As unidades do Recanto das Emas e da Ceilândia serão de Porte II. Ela terão entre nove e 12 leitos médicos e seis médicos, entre clínicos gerais e pediatras. Já a cidade de São Sebastião receberá uma UPA de Porte I, com cinco a oito leitos médicos e dois médicos, sendo um clínico geral e outro pediatra.


 Além das UPAs montadas no DF, seis cidades goianas do Entorno também deverão receber as unidades médicas. São elas: Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Planaltina de Goiás. As UPAs serão construídas inicialmente nas oito primeiras regiões com maior sobrecarga em hospitais, e em cidades onde não há centros de saúde. Uma das exigências do Governo Federal é ter o Programa de Saúde da Família funcionando na região da UPA, e essas unidades fazerem parte do sistema público de saúde, composto por Unidades Básicas de Saúde, Centros de Saúde, e Hospitais Regionais.

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