Jorge Eduardo Antunes
Enviado especial ao Rio de Janeiro
O diretor executivo o Grupo Oncologia D’Or, Rodrigo de Abreu Lima, confirmou que o grupo abrirá mais um hospital em Brasília, cuja inauguração está prevista para janeiro de 2019. Ainda sem definição em relação ao número de leitos, o hospital será erguido no terreno que já abrigou o Hospital Planalto, na 915 Sul, e terá padrão “Triple A”, de serviços de alta excelência, como definiu o diretor da rede. Embora seja voltado aos pacientes de câncer, a unidade terá atendimento de hospital geral.
“A nova unidade é voltada à saúde suplementar e será um hospital geral com veia oncológica. Ele vai prover todos os serviços necessários aos pacientes oncológicos, mas com outras especialidades. E vai atender ao segmento Triple A, como chamamos”, detalhou Rodrigo de Abreu Lima, durante o V Congresso Internacional Oncologia D’Or, realizado no último fim de semana, no Rio de Janeiro.
Especula-se que a unidade pode ter até 140 leitos, informação que não foi confirmada pelo diretor executivo do grupo. Ele também não quis estimar quantas vagas serão abertas. “Todo hospital gera uma empregabilidade grande. Não dá para se precisar um número, mas será mais um gerador de empregos na cidade, como o Hospital do Coração e o Santa Luzia. A gente precisa de mão de obra qualificada, e vamos utilizar a que tem em Brasília”, detalhou.
A reconstrução do prédio do antigo Hospital Planalto será baseada na filosofia da Rede D’Or. “Nossos hospitais colocam o paciente no centro do cuidado. Então, toda a estrutura é baseada no fluxo do paciente, para prover mais agilidade, conforto e resolutividade para ele. A gente já pensa isso na planta”, acrescentou.
Segundo ele, a rede faz também investimentos semelhantes no Rio de Janeiro e São Paulo. No caso de Brasília, o objetivo é tentar fazer que aquele paciente continue na cidade e não precise viajar para outro lugar. “Ele vai ter todas as condições necessárias para seu tratamento dentro do serviço de Brasília. A rede já tem esta experiência por causa do Santa Helena, do Santa Luzia, do Hospital do Coração e do Grupo Acreditar e vimos uma necessidade real e espaço para fazer este serviço”, disse Abreu Lima.
O grande nome do projeto é o oncologista Paulo Hoff, que trocou o Sírio Libanês pela Rede D’Or este ano. Terá radioterapia de ponta, medicina nuclear, radiologia intervencionista, cirurgia robótica e toda a parte de imagem.
O jornalista viajou a convite da Rede D’Or.