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Brasília

Rapaz de 18 anos é atingido em tiroteio e está com projétil alojado no peito

Arquivo Geral

19/07/2010 8h29

Luís Augusto Gomes
luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

O jovem Pedro, (nome fictício), 18 anos, estava muito feliz. Afinal, há quatro meses havia conseguido um emprego como auxiliar de produtos perecíveis, em um hipermercado no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Todos os dias ele fazia o mesmo trajeto. Saía de casa, na Estância II, Módulo H, em Planaltina, para o trabalho, por volta do meio-dia. No entanto, sábado a rotina foi quebrada. Uma bala perdida durante um tiroteio, atingiu o tórax de Pedro. Por sorte, o rapaz não morreu, mas permanece com o projétil alojado no peito.

 

O tiroteio ocorreu nas Estâncias II e V. Crianças, jovens, adultos e idosos que circulavam nas ruas ficaram assustados. Pedro caminhava por uma das ruas em direção ao ponto de ônibus. Ficou no meio do fogo cruzado dos tiros disparados por quatro homens em um Peugeot de cor cinza, contra um menor que fugia em uma bicicleta.

 

O menor havia participado de um roubo ao supermercado Bom Preço, localizado na Estância V, com outros dois cúmplices. Segundo testemunhas, o proprietário do estabelecimento entrou no Peugeot com o filho e dois seguranças e perseguia  o suspeito. Durante o trajeto, houve a troca de tiros. Na confusão, Pedro ficou ferido. O rapaz foi socorrido por uma amiga, que o colocou na casa dela enquanto a perseguição permanecia.

 

A garota telefonou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Minutos depois, uma ambulância chegou ao endereço e levou Pedro ao Hospital Regional de Planaltina (HRP), onde o auxiliar de produtos perecíveis recebeu atendimento médico. O rapaz permanece com a bala alojada no tórax. A dona de casa Maria (nome fictício), 30 anos, irmã de Pedro, alega que ele não teve um bom atendimento. O médico teria dito que o projétil não pode ser extraído para evitar uma hemorragia. Hoje, ela vai levá-lo em  um hospital particular para nova avaliação. “O atendimento na rede pública deixa muito a desejar por falta de atenção com o paciente”, disse.

 

Ocorrência

Maria reclama também de erros no registro da ocorrência feita na 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina). Quando ela procurou a polícia após Pedro receber alta do HRP, a ocorrência já havia sido registrada pelo comerciante Antônio José da Silva, 44 anos, que perseguia o assaltante. A dona de casa o acusa de ter relatado os fatos da forma que lhe convinha. Maria afirma que várias testemunhas viram o comerciante com a mão para fora do caro atirando contra o suposto ladrão, em fuga. “Ele poderia ter atingido um morador com um tiro na cabeça e matado a pessoa”, disse. “Foi no mínimo negligente”.

 

Segundo uma testemunha que pediu para não ter o nome divulgado, o comerciante, o filho e os PMs que fazem a segurança no supermercado, pegaram o suspeito, o espancaram a socos e pontapés e só depois chamaram a Polícia Militar. O jovem ladrão foi encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA I), na 204/205 Norte. 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (19) do Jornal de Brasília.

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