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Brasília

Radiografia da nada cômoda vida dos funcionários da UnB

Arquivo Geral

10/05/2010 9h26

Os servidores são o motor da UnB. São eles que operam a máquina administrativa da vida acadêmica. Trabalham na biblioteca, nos laboratórios, no bandejão, nas secretarias de departamentos, na administração e nas obras do campus. São funções que exigem responsabilidade. Seus salários, no entanto, não fazem jus à tarefa.

 

Um servidor com curso superior e recém concursado ganha R$ 1.747,83, de acordo com o último edital de 2009.  O concurso da UnB de nível médio está entre os menos atrativos do serviço público. Ao contrário do que se poderia supor, trabalhar dentro da universidade não torna concreto o sonho de uma formação de nível superior. Dos 2.391 funcionários técnicos, 68% só têm o ensino médio. Seus salários não chegam R$ 1,5 mil.  E o corte da URP encolheria em um quarto essa remuneração. 

 

Os enxutos salários não animam os que estão dentro da universidade e atrai poucos que estão fora. De julho de 2008 a abril deste ano, 458 pessoas pediram o afastamento da UnB. Todos os pedidos de exoneração foram de funcionários técnicos. Uma média de 20 por mês. 

 

No quadro ao lado, conheça a história de um dedicado servidor que trabalha há 17 anos na universidade, dá expediente de oito horas, nunca falta, não está em greve, mas confessa decepção com o descaso do governo com a categoria. “Não estamos lutando por aumento de salário. Queremos apenas que não cortem o pouco que gahamos”, explica o funcionário.

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