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Brasília

Radicada em Brasília, paraense de 102 anos de idade toca teclado, costura e coordena grupo de idosos; assista a vídeo

Redação Jornal de Brasília

10/01/2026 17h42

Por Maria Paula Valtudes e Riânia Melo
Agência de Notícias CEUB

Moradora de Brasília há 20 anos, a paraense Liege Soares, de 102 anos, vive de forma independente e não gosta de ficar parada no sofá. “Quem gosta de sofá é almofada”, diz a mulher que “adora andar de ônibus” pelas conversas que surgem no transporte. Ela mora na Asa Sul.

Ela se mudou para Brasília depois que o marido morreu.

Em casa, ela toca músicas no teclado e também aprecia costurar e bordar. Além disso, coordena dois grupos de idosos, que ela estimula para diferentes atividades culturais.

No mini documentário “Ainda Estamos Aqui”, ela reflete e alerta sobre a importância da socialização durante a velhice.

“Quando eu cheguei aqui, eu estranhava muito. O paraense é muito comunicativo. Aqui, a pessoa entra no elevador e não dá bom dia”, lamenta.

Ela não gosta de passar muito tempo sem conversa. “Existe manual para tudo, mas não para saber envelhecer. Não é fácil. Todos nós vamos envelhecer. E com avelhice vão chegando os problemas”, conclui.

Ela diz que idosos acabam se fechando e isso precisa ser evitado. No prédio dela, por exemplo, criou o grupo “Arte no Bloco” para que houvesse mais interações.

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