Raphaella Sconetto
Um quiosque que vende lanches foi incendiado na madrugada dessa quarta-feira (1º), 15 dias após ser invadido e furtado, no Setor de Indústrias Gráficas. O proprietário suspeita de que o incêndio tenha sido criminoso e, segundo o Corpo de Bombeiros, a grade do quiosque tem marcas de arrombamento. Os prejuízos foram mínimos e ninguém se feriu.
Diferentemente do último episódio, as câmeras de segurança conseguiram registrar o momento em que o criminoso incendiou a loja. “Ele pegou um guarda-chuva para usar de tocha, espalhou o combustível pela grade e ateou o fogo. Aí deu a explosão e ele saiu correndo”, relata o proprietário, Sebastião Reginaldo Rodrigues da Costa. Há 15 anos trabalhando no mesmo local, ele conta que nunca havia passado por situações semelhantes.
Costa suspeita que um morador de rua foi o autor do crime. “Foram dois crimes, um atrás do outro, por isso acho que seja a mesma pessoa. Nesses 15 dias eu coloquei grade em tudo, até no telhado. Acho que ele veio roubar novamente, viu que estava com grade, se revoltou e foi ao posto de combustível comprar gasolina para colocar fogo”, comenta. Na lanchonete, o Corpo de Bombeiros localizou uma garrafa com um líquido não identificado e o guarda-chuva queimado.
Ainda segundo o proprietário, os prejuízos foram mínimos. “O balcão vai ter que trocar, porque não presta mais, e algumas coisas pequenas. Mas o fogo não se alastrou por conta do alarme, do bombeiro que chegou muito rápido e eu, por morar perto, vim rápido também para abrir as grades para apagar o fogo”, conta aliviado.
Diante dos acontecimentos, Costa alega que está com receio de que mais crimes possam acontecer. “Estou com medo de ele voltar e terminar o serviço, porque não sei a intenção dele. Fazer o que ele fez sem ter motivo nenhum. Acho que o único motivo que ele teve foi chegar aqui e ver tudo fechado. Será que ele queria que eu deixasse tudo aberto?”, questiona.
Policiais Civis em Greve
Os policiais civis realizaram uma nova paralisação de 24 horas a partir das 8 horas de ontem até hoje. Durante esse período, todas as delegacias do DF só registraram flagrantes e ocorrências graves como homicídio, latrocínio e estupro. O ato foi convocado pelo Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) e chamou atenção para as reivindicações da categoria.
Por isso, Costa não conseguiu registrar o boletim de ocorrência do incêndio. “Com isso, desistimos da perícia. Lavamos tudo porque não dá para ficar fechado”, critica. No dia do arrombamento ele também não registrou, pois acreditava que não teria mais problemas.
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