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“Queremos respeito”, afirma deputado em defesa dos vigilantes do DF

Chico Vigilante (PT) tem reagido de forma dura em defesa dos profissionais do Distrito Federal contra posicionamento do sindicato patronal da categoria

Foto: Myke Sena/Jornal de Brasilia

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) tem reagido de forma dura em defesa dos vigilantes do Distrito Federal contra posicionamento do sindicato patronal da categoria, que não assinou até agora a convenção coletiva referente à campanha salarial de 2021 com efeito para 2022, cuja formalização estava prevista para o último dia 31. Vigilante conclamou os trabalhadores para que convoquem uma assembleia e entrem no processo de preparação para a greve, citando vários itens argumentados pelas empresas de vigilância privada com os quais não concorda. “Não foi à toa que incorporei o ‘Vigilante’ ao meu nome. Queremos respeito para conosco”, destacou.

“Essa convenção coletiva já tinha de ter sido assinada se os patrões do setor tivessem vergonha na cara, fossem homens decentes e respeitassem minimamente o trabalhador”, criticou. Conforme explicou o parlamentar, em outubro do ano passado foi aprovada em assembleia geral uma pauta de reivindicações, na qual ficou definido que não haveria negociação abaixo da inflação. “Isso foi protocolado e encaminhado para o sindicato patronal, que ficou enrolando. Agora estão divulgando um vídeo com mentiras para os vigilantes do DF. Não podemos aceitar”, avisou.

De acordo com Chico Vigilante, os representantes do sindicato patronal afirmam que estão oferecendo 7% de reajuste, quando a inflação do ano passado foi de 10,40%. Representantes do patronato também dizem que que a categoria tem, no Distrito Federal, o maior piso salarial do Brasil. “Isso é verdade, mas foi fruto da greve, fruto da nossa luta, de suor e sangue. Ou eles não estão lembrados do tanto de greve que fizemos para ter esse piso no Distrito Federal”?, ressaltou.

O deputado rebateu outros argumentos do sindicato patronal, de que o piso dos vigilantes no DF é 57% acima do de Goiás e 31% acima do de São Paulo. “Isso é verdade, mas acontece que no Distrito Federal há um sindicato que luta, que não é pelego, não se vende para patrão. “Não nos rendemos nem nos entregamos”, frisou.

“Canalhice”

A jornada de 12h por 36h, cuja manutenção tem sido apresentada como uma grande conquista, segundo ele foi conseguida pelo sindicato dos próprios vigilantes durante uma greve histórica realizada pela categoria em 1979. “É uma canalhice usarem esse argumento. Faz 43 anos que conseguimos essa jornada e fomos a primeira categoria no Brasil a tê-la. Fomos nós que a legalizamos”, enfatizou.

“O plano de saúde é uma conquista, está embutido nos contratos. O tíquete alimentação, o uniforme e os salários vigentes, da mesma forma, estão todos nos contratos. Por isso, peço aos empresários que nos respeitem. A única coisa que os vigilantes querem hoje é respeito”, disse.

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“Sinto muita saudade do tempo em que havia homem com dignidade na diretoria do sindicato patronal e que negociava com seriedade conosco. A verdade é que hoje a gestão do sindicato não tem preocupação alguma com a categoria a não ser prejudicar os trabalhadores”, completou o parlamentar.








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