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Brasília

Quatro pessoas são presas com 180 kg de maconha

Arquivo Geral

22/08/2014 8h45

Uma quadrilha de tráfico interestadual de drogas foi desarticulada na última quarta-feira (20) pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) da Polícia Civil do Distrito Federal. A operação resultou na apreensão de 180 quilos de maconha, que eram transportadas em um veículo que saiu do município de Qurinópolis (GO) em direção a Brasília. Na ação, também foram apreendidas seis armas de fogo e munição.

A operação Xeque-Mate foi uma continuação da “Operação Nordeste” – deflagrada há dois meses com a apreensão de 870 quilos de maconha. De acordo com o Delegado-chefe da Cord, Rodrigo Bonach, Carlos Antônio da Silva, 39 anos, conhecido como Sorriso, era responsável por trazer a droga para entregar a André Luiz Andrade, 37 anos, traficante conhecido que agia na região de Samambaia. Sorriso vinha em um veículo utilizado como batedor. Os pacotes estavam escondidos no porta-malas de um Honda Civic, onde estavam duas mulheres que foram contratadas para o transporte da droga. A operação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Apreensão de munições

Após a prisão dos três envolvidos, os agentes chegaram até a chácara onde residia André, em Samambaia. No local, a polícia encontrou porções de crack e maconha, além de seis armas de fogo e uma arma de pressão, sendo duas adulteradas e de uso restrito, e muita munição, inclusive de fuzil. O armamento impressionou os agentes do Cord. “A quantidade de armamento e munição demonstra a alta periculosidade do grupo investigado. São armas utilizadas por matadores”, afirma Bonach.

André Luiz já tinha passagem por um roubo em Taguatinga. O traficante será indiciado por tráfico e associação ao tráfico de drogas, além de porte de armas e munições de uso restrito, podendo pegar até 31 anos de prisão. Já Carlos Antônio não tem passagens no DF. Ele e as duas mulheres podem pegar até 21 anos de reclusão pelos crimes de tráfico e associação.

Além da PRF, os agentes responsáveis pela operação tiveram apoio das divisões de Operações Especiais (DOE) e de Operações Aéreas (DOA), da PCDF, e da Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em Goiás.

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