Quase um terço da frota de ônibus que circula no Distrito Federal é autuada e recolhida ao depósito mensalmente. De acordo com o Transporte Urbano do DF (DFTrans), a frota hoje tem 2.818 veículos. A cada mês, cerca de mil são retirados das ruas por problemas diversos. Além disso, segundo o DFTrans, as empresas acumulam uma dívida ativa de R$ 9 milhões por falta de pagamento das multas, que variam de R$ 127 a R$ 1.080.
A fiscalização do DFTrans é feita por 83 fiscais nos 21 terminais de ônibus do DF. As principais notificações às empresas são por descumprimento de tabela horária e do itinerário, pirataria e falta de equipamentos obrigatórios (pneu careca, problemas elétricos, extintor de incêndio vazio ou vencido, estofado solto etc.).
Segundo o gerente de Fiscalização do DFTrans, Pedro Jorge Brasil, as empresas devem, ainda, desde o ano passado, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Ele explica que isso passou a ocorrer depois que houve uma discussão no Congresso Nacional sobre um projeto de lei que dispensa o pagamento do tributo pelas empresas de transporte urbano.
Pedro Jorge conta que, após os ônibus serem apreendidos, as empresas regularizam a situação individual daquele carro que, depois de passar pela vistoria, é liberado do depósito do Detran. De acordo com o gerente de Fiscalização, o grande número de autuações pode ser resultado da falta de um trabalho de manutenção mais eficiente, uma vez que os veículos sofrem grande desgaste por circularem até 24 horas por dia. As empresas argumentam que não têm condições de tirar todos os ônibus para revisão porque a população ficaria sem transporte. Mas, Pedro Jorge garante que a fiscalização continuará com rigidez.
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