Fabiana Mendes
fabiana.mendes@jornaldebrasilia.com.br
Passada a euforia da virada do ano, vem a hora de encarar os inevitáveis compromissos da dieta, do IPVA, do IPTU e do material escolar. E essa história toda pode sair bem pesada para os bolsos. Mas algumas posturas podem ser adotadas para que o impacto no orçamento seja reduzido.
Apesar do apelo comercial e do fascínio que um material completamente novo causa, reaproveitar o quanto for possível do ano anterior é o primeiro passo para quem quer gastar menos na volta às aulas. Para não deixar os pequenos decepcionados, vale, nessa hora, dialogar e negociar com os filhos sobre o que vai ser substituído. Assim, itens como dicionários, réguas e compassos e estojos podem ser facilmente reaproveitados, bastando apenas serem higienizados.
Outra dica interessante é comprar, antes das aulas, apenas o que for estritamente necessário. Depois, esperar que o ano letivo comece, de verdade, para se adquirir o que faltar. É que, após o início das aulas, os preços costumam cair nas papelarias e em algumas livrarias. No caso das mochilas, é quase certo que o valor caia até 15% com o ano letivo já em andamento.
No caso do livros didáticos, vale a pena o reaproveitamento e o intercâmbio do material. Assim, os pais podem trocar entre si os livros que foram utilizados anteriormente por um que passou para uma série adiantada, e mesmo organizar e realizar feirões de escambo de livros didáticos.
HORA DA VERDADE
De qualquer forma, por mais que se criem formas de economizar, chega um momento em que, não tem jeito, e comprar o material novo é a única opção. Nessa hora, a pesquisa continua a maior aliada do consumidor.
A professora Alessandra Paiva, mãe de uma garota, calcula que vai gastar em torno de R$ mil com o que tem de comprar. “Minha filha está no Jardim I. Além dos livros, a lista do material de artes e de uso pessoal é grande”. Ela ainda não contabilizou os gastos com uniforme, mochila e lancheira. Mas está satisfeita com os preços que encontrou, após verificar em mais de um lugar. Segundo ela, as variações não foram grandes, mas a procura valeu a pena. ” Pesquisei em três papelarias, e não há muita diferença de valores, que variam até R$ 15 por livro. Fico feliz comprando livros para minha filha, ela é o futuro do País”, completa.
A professora Consuelo Cristine da Silva pesquisou os preços pelo telefone, mas preferiu comprar o material dos três filhos, que estudam em escola particular, apenas em uma papelaria. “Achei vantagem comprar tudo em uma única loja. Hoje gastei R$ 2,3 mil. Deixei pagos alguns livros que estão em falta. Quando chegarem, venho buscar”. Consuelo dividiu o valor em cinco vezes no cartão de crédito. “Vou apenas repor os uniformes, e as mochilas também serão as mesmas do ano passado”, conclui.
A jornalista Denise Pires saiu com a filha do 8º ano para escolher cadernos e mochila. “Os livros, não vou comprar antes de fazer uma comparação entre os preços”. Denise diz que nunca pesquisou, mas este ano prefere pechinchar. ” Como vou pagar à vista, quero maiores descontos. E começar o ano sem dívidas”, conta.