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Brasília

Qualidade da água no DF está boa, segundo ADASA

Arquivo Geral

15/04/2015 10h07

A qualidade da água dos rios do Distrito Federal, tanto no período chuvoso como seco, está situada nas faixas “média e boa”. Os dados foram obtidos com base nos resultados das análises da qualidade das águas dos rios monitorados pelas 57 estações da ADASA, ao longo do ano de 2014. Nas áreas onde foram observadas medições de qualidade “média ou ruim”, o problema está relacionado com lançamentos de efluentes domésticos (esgoto), a principal fonte poluidora hídrica do DF, e com a poluição difusa.

Segundo Camila Campos, responsável pela Coordenação de Informações Hidrológicas da Superintendência de Recursos Hídricos da ADASA, nenhuma das 40 Unidades Hidrográficas (UH’s) do DF apresentou, ano passado, Índice de Qualidade da Água (IQA) na faixa “muito ruim”. As bacias que apresentam pior qualidade foram as do rio Melchior e ribeirão Ponte Alta. Na bacia do Bananal foi observado o índice excelente.

Com relação à disponibilidade hídrica, as análises indicam que apenas 10% das (UH’s) encontram-se em situação crítica, e isto apenas no período mais crítico da seca (setembro/outubro): ribeirão Extrema, Rio Jardim, rio São Marcos e ribeirão do Torto.

Os estudos indicam que a principal causa desta situação é o intensivo uso de irrigação por meio de pivôs (ribeirão Extrema e Rio Jardim); construção de barragens em série (rio São Marcos) e captação para abastecimento (bacia do Torto).

Quatro bacias encontram-se em estado de alerta (Rodeador, Pipiripau, Preto e ribeirão Jardim), onde é recomendável uma gestão mais atenta nos recursos hídricos, como já ocorre no Pipiripau, onde vem sendo desenvolvido o programa Produtor de Água.

A coordenadora do COA, Camila Campos, salienta que o monitoramento das bacias hidrográficas é realizado em pontos definidos e esses dados são extrapolados para toda a Unidade Hidrográfica, o que significa que podem haver trechos dos cursos de água com qualidade melhor ou pior nos rios e seus principais afluentes.

Camila ressalta ainda que a maioria das UH’s apresentam problemas apenas em relação à quantidade ou qualidade da água. Em algumas, porém, a situação tem como agravante a ocorrência simultânea de problemas de disponibilidade e qualidade, como observado em UH’s da bacia do Rio Preto.

Ela lembra, ainda, que a poluição difusa, proveniente da água de chuva, que lava os solos, tanto na área rural como urbana, também deve ser responsabilizada pela piora na qualidade da água, sendo difícil, nesta situação, identificar uma fonte única.

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