De acordo com o delegado Sílvio Cerqueira, da 9ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), no grupo haviam homens, entre 19 e 34 anos, que usavam o uniforme de uma empresa e apresentavam a nota fiscal dos livros depois da compra. Além disso, os golpistas faziam uma “pesquisa educacional” com um questionário que apontava qual o tipo de livro atenderia as necessidades do comprador. A partir dessa pesquisa, os criminosos escolhiam o tipo de abordagem com as vítimas. A polícia ainda investiga se a empresa realmente existe.
De acordo com Cerqueira, os golpistas compravam os livros por R$ 40, cada, e revendiam por até R$ 690. O pagamento era feito à vista ou parcelado em até seis vezes em cheque ou cartão de crédito.
Outras cinco pessoas também foram presas, mas soltas logo em seguida por não terem sido pegas em flagrante e por falta de provas que as ligassem ao crime.
Golpes
De acordo com o delegado, a venda de livros por um preço maior que o valor real não é crime. No entanto, inventar histórias comoventes para induzir doações se caracteriza como estelionato. “Eles buscavam capturar o emocional da pessoa”, afirma o delegado Sílvio Cerqueira.
Através de uma denúncia, a PCDF chegou aos suspeitos. Uma vítima, moradora do Lago Norte, suspeitou da ação após ter doado R$ 230 e recebido uma nota fiscal informando a compra de um livro. Ela procurou o nome da empresa na internet e descobriu que o golpe era aplicado também no Mato Grosso do Sul.
Até esta quinta (13), cinco vítimas foram identificadas. O delegado pede que outras pessoas que sofreram o crime comuniquem à polícia para ajudar nas investigações.
Os suspeitos serão indiciados por estelionato e podem pegar até cinco anos de prisão.