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Brasília

Quadrilha é presa por vender livros como doação para instituições que não existiam

Arquivo Geral

13/08/2015 15h00

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu em flagrante cinco homens suspeitos de vender livros alegando que a renda seria para ajudar uma instituição de recuperação de dependentes químicos ou para complementar bolsas em universidades. Tanto a entidade quanto os possíveis estudantes não existiam. O material era colocado como uma “gratificação” pela doação de R$ 690. Eliandson Silva Santos, Erich dos Santos Martins, Antônio Carlos Santos, Regivaldo Silva Santos e Adailton Conceição da Rocha Junior foram presos nessa quarta (12), no Lago Norte. 
 
De acordo com o delegado Sílvio Cerqueira, da 9ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), no grupo haviam homens, entre 19 e 34 anos, que usavam o uniforme de uma empresa e apresentavam a nota fiscal dos livros depois da compra. Além disso, os golpistas faziam uma “pesquisa educacional” com um questionário que apontava qual o tipo de livro atenderia as necessidades do comprador. A partir dessa pesquisa, os criminosos escolhiam o tipo de abordagem com as vítimas. A polícia ainda investiga se a empresa realmente existe. 
 
De acordo com Cerqueira, os golpistas compravam os livros por R$ 40, cada, e revendiam por até R$ 690. O pagamento era feito à vista ou parcelado em até seis vezes em cheque ou cartão de crédito. 
 
Outras cinco pessoas também foram presas, mas soltas logo em seguida por não terem sido pegas em flagrante e por falta de provas que as ligassem ao crime.
 
Golpes
 
De acordo com o delegado, a venda de livros por um preço maior que o valor real não é crime. No entanto, inventar histórias comoventes para induzir doações se caracteriza como estelionato. “Eles buscavam capturar o emocional da pessoa”, afirma o delegado Sílvio Cerqueira.
 
Através de uma denúncia, a PCDF chegou aos suspeitos. Uma vítima, moradora do Lago Norte, suspeitou da ação após ter doado R$ 230 e recebido uma nota fiscal informando a compra de um livro. Ela procurou o nome da empresa na internet e descobriu que o golpe era aplicado também no Mato Grosso do Sul.
 
Até esta quinta (13), cinco vítimas foram identificadas. O delegado pede que outras pessoas que sofreram o crime comuniquem à polícia para ajudar nas investigações.
 
Os suspeitos serão indiciados por estelionato e podem pegar até cinco anos de prisão.

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