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Brasília

Quadrilha é presa por falsificar documentos para financiar veículos

Arquivo Geral

19/11/2015 21h36

Uma quadrilha foi presa nessa quarta (18) por falsificação de documentos para financiar veículos de uma concessionária, localizada no Paranoá. A agência já existia há dois anos, mas as investigações começaram depois de uma denúncia anônima, feita em agosto, sobre uma venda de um carro no nome de uma mulher já falecida. A polícia ainda investiga como que a quadrilha teria conseguido a documentação dela, que morreu em janeiro deste ano.

Na operação, foram apreendidos 18 contratos com informações falsas, seis computadores, quatro notebooks e quatro veículos. Segundo o delegado da 9ª Delegacia de Polícia, no Lago Norte, Ricardo Viana, o grupo era chefiado por Vangia Lucia Pereira, de 34 anos, que trabalhava com o marido José Marques da Silva, 42, e o amigo André Luiz Marques, 42, além do contador Dalhan Marques de Sousa, 31, que não conhecia os outros três pessoalmente. “As informações eram repassadas apenas por email. Eles se conheceram apenas ontem, aqui na delegacia”, diz o delegado.

Ainda segundo Viana, o esquema era feito a partir de contratações fantasmas com clientes interessados em comprar algum veículo na concessionária. Os clientes eram supostamente contratados para trabalhar na drogaria de Silva ou no lava-jato do amigo André, com um salário de R$ 2.500. “O banco, então, ligava para a empresa para confirmar se o comprador era realmente funcionário, e também para conferir o valor do contra-cheque”, conta o delegado. “Como Vangia já avisava de antes que eles (o banco) iriam telefonar para a empresa, o marido ou o amigo apenas confirmavam os dados”, completa.

Silva já tinha passagem pela polícia por porte ilegal de arma, e André por furto. A chefe do grupo, Vangia, contou estar arrependida do ato e afirmou que a prática de falsificação de contra-cheques é comum nas agências de veículos do Distrito Federal. “Eu fazia isso na antiga concessionária em que trabalhava, inclusive trabalho com Darlhan desde essa época”, diz Vangia.

Cada integrante ganhava uma quantia por contrato. O dono do lava-jato recebia R$ 10 para confirmar as informações, R$ 30 era comissão do contador e o restante do lucro ficava para o casal. O delegado ainda conta que pode haver mais pessoas envolvidas e que ainda não é possível calcular o valor arrecadado pelo grupo durante o período de golpes. A Justiça deverá decidir com quem vão ficar os carros apreendidos.

Viana diz que haviam nove mandados de buscas contra o grupo, que vai responder por falsificação de documentos e estelionato, podendo pegar uma pena entre 1 e 5 anos de reclusão, e por associação criminosa, que varia de 1 a 3 anos, em cada contrato. 

De acordo com o delegado, os clientes, que eram falsamente contratados, tinham ciência de que a ação seria apenas para gerar um contra-cheque e a comprovação de uma renda para que o banco aprovasse a venda. Eles também deverão ser indiciados por estelionato.

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