O Partido dos Trabalhadores defendeu na sessão ordinária desta quarta-feira (10) na Câmara Legislativa a renúncia do governador José Roberto Arruda para por fim a crise política no DF. O líder do PT, deputado Paulo Tadeu, disse que somente a renúncia de Arruda daria fim à crise, “que ninguém aguenta mais”.
Tadeu repassou os últimos acontecimentos relacionados com a crise, deflagrada em novembro do ano passado a partir da operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que investiga denúncias de corrupção envolvendo o governador Arruda, deputados distritais e outras autoridades.
O deputado considerou um absurdo que o governador negue conhecer o conselheiro do Metrô, Antônio Bento, preso na semana passada ao tentar subornar o jornalista Edson Sombra para que ele modificasse seu testemunho. Paulo Tadeu informou que foi colega de Bento na CEB e que é notório que ele sempre trabalhou com Arruda.
O parlamentar criticou ainda a colocação de grampos clandestinos na Câmara Legislativa. Ele cobrou uma investigação rigorosa da polícia civil e a punição dos envolvidos.
Paulo Tadeu também comentou o envolvimento do ex-deputado Geraldo Naves (DEM), que teria entregue um bilhete do governador Arruda ao jornalista Edson Sombra. “Tenho profundas diversas com o deputado Geraldo Naves, mas não acredito que ele tenha roubado o bilhete, conforme explicado pelos advogados do governador. Acredito que ele recebeu o bilhete diretamente de Arruda”, ressaltou.
STF
Já o deputado Chico Leite (PT) defendeu nesta quarta-feira (10) que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgue os processos de crime de responsabilidade (impeachment) contra o governador José Roberto Arruda. Para ele, a Câmara está sob suspeição e o julgamento deveria ser repassado para o STJ.
Leite argumentou que a Câmara não tem como chegar ao quórum de 2/3 dos deputados (16 votos) para autorizar a abertura dos processos, uma vez que oito deputados estão afastados. Ele destacou ainda que, com esta situação, 16 votos representariam a unanimidade, o que dificilmente aconteceria. Deste modo, segundo ele, a análise dos processos deveria passar para o tribunal.