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Brasília

Prostituição à luz do dia

Arquivo Geral

18/12/2008 0h00

Por Carlos Carone, shop do Jornal de Brasília

O sol e a chuva não atrapalham e a claridade é apenas um detalhe. Mulheres que ganham a vida vendendo o próprio corpo  aproveitam um filão que cresce, website like this a cada dia, viagra order no Distrito Federal: a prostituição à luz do dia. Pouco importa se o local onde os programas são negociados ficam nas vias expressas que cortam a capital da República, ou em setores de indústrias, cargas e nas próprias comerciais.

Já faz parte do passado o tempo em que o mercado do sexo se resumia apenas aos prostíbulos de Ceilândia, boates do Conic ou quadras comerciais da Asa Norte. O fenômeno vai contra a tradição, uma vez que a atividade sempre foi conhecida por servir de pano de fundo para as noites brasilienses. A prova da mudança pode ser vista, todos os dias. A reportagem do Jornal de Brasília percorreu quatro dos pontos mais conhecidos onde garotas de programa disputam espaço e correm atrás dos clientes mais abastados. Os pistões Norte e Sul, em Taguatinga, e os Eixos Sul e Norte servem de ponto para as prostitutas que preferem fazer programas durante o dia.


Nos Eixos Norte e Sul, uma das vias mais movimentadas do DF, garotas de programa dividem o espaço com os carros que passam em alta velocidade pelo local. Sentadas nos meios-fios, mulheres de todas as idades esperam por motoristas que estão atrás de sexo fácil e rápido. Esse é o caso de Letícia (nome fictício). A jovem, de 20 anos, conta que há dois anos faz programas, sempre negociados próximo ao asfalto do Eixão.

Cotidiano
O olhar jovial e a bolsa em formato de ursinho denunciam a pouca idade. Com os fones de um aparelho de MP3 nos ouvidos, a  jovem contou como funciona o cotidiano das garotas de programa que ficam nos canteiros que dividem o Eixão do Eixinho Norte. “Aqui, todas as meninas chegam muito cedo. Alguns maridos acabam matando o trabalho para fazer programa, sempre por volta de 8h30 e 9h”, resumiu.
R$ 30 a hora

Letícia, que conta morar sozinha em Águas Lindas, explica que chegou ao DF há 12 anos, vinda de São Luís, no Maranhão, apenas na companhia de uma tia. “Tem anos que não vejo meus pais”, emendou. De pele morena, cabelos crespos e corpo esguio, a  garota explica que nem sempre fez programas apenas no DF. Antes, ela costumava vender o corpo em Goiânia. “Acabei vindo para cá depois de ouvir o conselho de uma amiga que também se prostitui. Ela disse que aqui poderíamos ganhar bem mais”, disse a jovem, que cobra R$ 30 por uma hora de programa.

Concorrência
A garota de programa ainda revelou que existe uma forte concorrência entre as mulheres que ganham a vida com o mercado do sexo no local. “Os grupos de mulheres mais velhas não deixam as mais novas se aproximarem de seus pontos para não perder os clientes. Principalmente porque a pouca idade sempre atrai mais os fregueses e elas acabam perdendo a preferência”, relata.


O número de adolescentes que costumam fazer programas no local chegaram a ser  foco de uma operação policial. O delegado-adjunto da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA), Yuri Fernandes, afirmou que, nos últimos três meses, uma ação feita em conjunto com o Conselho Tutelar do DF retirou das ruas todas as adolescentes que faziam programa no Eixão Norte. “Realmente, havia meninas entre 12 e 17 anos se prostituindo ao longo do Eixão Norte. Recolhemos todas as menores que conseguimos encontrar. No entanto, depois que a Justiça as libera, o grupo volta para o local. É um círculo vicioso”, explicou o delegado da DCA.


 

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