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Brasília

Projeto que ensina balé a meninas na Fercal precisa de ajuda para ser mantido

Arquivo Geral

11/08/2017 7h00

Foto: Ariadne Marçal

Amanda Karolyne
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Descalças, sem saia tutu, collant, meia calça e demais acessórios apropriados para o balé, 20 meninas aprendem a dança na Fercal. A atividade é voluntária e precisa de ajuda. Por isso, foi lançada a campanha Apadrinhe uma bailarina, com o objetivo de dar suporte às atuais alunas e atender a pelo menos 200 crianças em várias modalidades de esporte e cultura.

Vindo do Paranoá, onde há aulas de taekwondo do Instituto Cláudio Coelho, o projeto visa atender a pessoas em situação de vulnerabilidade e baixa renda. A ideia é que, com mais recursos, o projeto ofereça modalidades de artes e esportes em ambas as regiões. Por isso, buscam-se parceiros que possam ajudar na ação voltada para a comunidade.

As aulas de balé já acontecem há seis meses na escola Pintando o Sete, na Fercal, e são dadas pela voluntária Dayane Carolina dos Santos. A coordenadora Cássia Coelho explica que o projeto surgiu pela falta de ações socioculturais na região.

Apresentação

Já existe uma apresentação prevista para novembro, quando as meninas vão participar do espetáculo A Fábrica de Chocolate. Mas faltam recursos, principalmente para as vestimentas.

Cássia conta que a escola não pode dar suporte para todas as crianças. Mas ela está em busca de parceiros para expandir o projeto. Apesar das dificuldades, a coordenadora conseguiu fazer a ideia sair do papel: “No início, divulguei as aulas nas redes sociais. As 14 primeiras meninas a responderem que tinham o sonho de fazer balé seriam contempladas ”.

Izabella Sthefanny, 13 anos, foi uma delas. Ela sempre quis fazer ginástica, mas nunca teve recursos para se matricular. Agora, a garota está mais envolvida com o balé e deixou a ginástica em segundo plano. “A professora disse uma vez que o balé é preparo físico para a ginástica”, comenta.

Rapidamente, a coordenadora percebeu que Izabella tinha perfil para ser bailarina. Hoje, a menina dança com a colega Kessie Coelho, 12 anos, que também gosta muito das atividades, mas lamenta a falta de uniforme.

O sonho da coordenadora é atender também às mães das bailarinas, que já demonstraram interesse em participar.

Comunidade busca se organizar

Para incentivar as atividades culturais na Fercal, está sendo organizado o primeiro Conselho Cultural da cidade. A presidente desse corpo consultivo, Anna Karolyne Trindade, aponta que sempre foram realizadas festividades tradicionais na região, atividades que agora podem ser mais valorizadas. “As vertentes culturais da cidade foram crescendo, mas não foram exploradas”, destaca.

Muitos artistas da cidade não têm apoio e, de acordo com Anna, eles sequer possuem o cadastro de ente e agente cultural, o que poderia fortalecer os eventos.

O Conselho vai fazer uma parceira com o trabalho do balé por meio do projeto “Ohana Teatral”, que envolve teatro e música. “Como estamos todos buscando a valorização da cultura da região, a parceria só vai ajudar”, conclui a coordenadora Cássia Coelho.

Serviço

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