O tamanduá-bandeira, um dos animais mais conhecidos da fauna brasileira, está em processo de extinção. O mamífero, maior de sua espécie e encontrado nas Américas Central e do Sul, tem uma alimentação baseada em formigas e cupins. Sua existência tem sido afetada por uma série de motivos, entre eles atropelamentos, caça e causas naturais. No Distrito Federal, a situação é agravada porque seu habitat natural, o Cerrado, sofre desmatamentos e incêndios.
Foi diante desse cenário que surgiu o Instituto Jurumi. Fundado em 2010, é uma organização sem fins lucrativos voltada à conservação da natureza e principalmente, a preservação do tamanduá-bandeira. Seus integrantes coletam dados e por meio de ações e políticas públicas que proporcionem a conservação da natureza pelas características que o tamanduá possui.
O diretor do Jurumi, Rodrigo Viana, falou sobre a missão de sua equipe: “Defender, preservar e conservar o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável. Nós também fazemos estudos sobre espécies ameaçadas de extinção para auxiliar na sua conservação”. O grupo conta com biólogos, veterinários e um conselho científico.
Com o projeto tamanduá-bandeira no Cerrado como carro-chefe da organização, Rodrigo Viana explica o que será feito em prol do animal. “O projeto prevê a ampliação para as unidades de conservação da Reserva da Biosfera do Cerrado no DF. Além disso, serão feitas rondas para coletas de dados biológicos da espécie nas unidades, entrevistas com as populações envolvidas no entorno das unidades, organização de informações disponíveis, entre outras atividades. Com o resultado, poderemos mapear o mosaico da reserva e agir diretamente em pontos visando à melhoria ecológica geral da região”.
Para isso, o Jurumi fará campanha de financiamento coletivo. “Além de arrecadar os fundos, podemos envolver os contribuintes diretamente com o projeto, através de boletins e outras formas disponíveis”, afirma.
Luta pela preservação
O tamanduá-bandeira é uma espécie da fauna brasileira sob ameaça de extinção. O animal sofre com atropelamentos, incêndios que destroem as florestas, ataques de cães domésticos em áreas de conservação, desmatamento e fragmentação de áreas verdes. O projeto do Instituto Jurumi para garantir a preservação do tamanduá-bandeira e de outras espécies faz parte do grande objetivo: a conservação da natureza. “O nosso projeto pretende obter informações da biologia da espécie para conseguir ajudar nesse objetivo”, disse o diretor da organização, Rodrigo Viana.
Faltam equipamentos
O diretor Rodrigo Viana informa que o Instituto Jurumi precisa adquirir mais equipamentos, como máquinas fotográficas, GPS e ter combustível para realizar as atividades em campo. “Esse é um dos grandes problemas, pois não é só ir até a unidade e sim andar no interior dela”, conta. O Parque Nacional de Brasília, por exemplo, tem mais de 40 mil hectares de área, explicando a dificuldade do grupo.
O Jurumi também desenvolve o projeto Cerrado nas Escola para familiarizar os alunos com a fauna local. “Muitas crianças têm o conceito de que os animais africanos são mais legais. Todos os animais são extremamente interessantes, mas devemos valorizar os que estão presentes em nossa realidade e no nosso território”, explicou. Além da familiarização, Viana diz que o projeto visa capacitar os professores para a realidade das faunas.
Quem quiser participar do financiamento coletivo, saber mais sobre os projetos, ou fazer outros tipos de doação para o Jurumi deve entrar no site, www.institutojurumi.org.br.