No domingo (31), a Praça do Cruzeiro recebeu a segunda edição do projeto “É Direito Delas Ser Feliz”, iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF) por meio da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav). Após o sucesso da primeira edição em Águas Claras, o evento atraiu mais de 200 pessoas para uma tarde ensolarada de lazer, cultura e serviços gratuitos.
Para a moradora de Vicente Pires, Ana Paula Lerena, de 37 anos, a ação foi uma oportunidade rara de autocuidado. “As mulheres estão sempre ocupadas trabalhando ou cuidando da família e dos filhos. Muitas vezes, não sobra tempo para elas mesmas. Esse evento é importante por isso: permite que possamos dançar, cuidar da beleza e nos divertir”, comentou, acompanhada da amiga que a convidou.
Durante a programação, o público pôde aproveitar serviços de beleza e estética, como maquiagem, design de sobrancelhas, trancismo e massagens, além de atividades físicas e de saúde, incluindo pilates, fit dance, auriculoterapia e aferição de pressão e glicose. Produtos naturais e saudáveis também foram comercializados no local.
O evento destacou ainda o empreendedorismo feminino, reunindo mais de 30 mulheres do Banco de Talentos, que expuseram e venderam seus produtos, fortalecendo a geração de renda e a autonomia de mulheres em situação de vulnerabilidade social.
A empreendedora Marlene Ferreira, de Brazlândia, destacou a importância da iniciativa. “Além de nos capacitar, a Sejus nos dá a oportunidade de mostrar nossos produtos e ainda cede o espaço para vendermos. Isso faz toda a diferença”, afirmou, lembrando que participou também da primeira edição.
A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ressaltou o impacto do projeto. “Eventos como este representam cidadania, solidariedade e transformação social na prática. Muitas pessoas já foram impactadas, e seguiremos trabalhando para uma cidade mais justa, acolhedora e humana”, declarou.
O “É Direito Delas Ser Feliz” integra o programa Direito Delas, voltado à promoção de políticas públicas para mulheres, com foco em proteção, autonomia, acesso a direitos e valorização da dignidade feminina. Mais do que um evento, a proposta busca criar espaços de convivência, lazer e informação para mulheres e suas famílias, incentivando o autocuidado e ampliando o acesso a direitos fundamentais.
A primeira edição, realizada em 6 de julho no Parque de Águas Claras, reuniu mais de 3 mil pessoas. Agora, o projeto seguirá percorrendo parques e praças de todo o Distrito Federal, com apoio de diversas instituições e parceiros, incluindo academias, escolas de dança, centros de estética, associações e empresas locais, para fortalecer a rede de cuidados e oferecer saúde, bem-estar e empoderamento às comunidades.
Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF