Um ano depois de sua implantação, o Projeto de Monitoramento das Nascentes da Unidade Hidrográfica de Mestre D’Armas chega a sua terceira etapa totalizando 50 nascentes mapeadas. Sob a coordenação da Superintendência de Estudos, Programas, Monitoramento e Educação Ambiental (SUPEM) do Instito Brasília Ambiental (IBRAM), o estudo realizou a localização geográfica e o diagnóstico das nascentes de córregos como Brejinho, Cascarra, Tabatinga, Serandi e Pindaíba, localizados nas Unidades Hidrográficas de Mestre D’Armas e Vereda Grande.
“As nascentes estão situadas em parques, áreas rurais ou urbanas que, de maneira geral, são locais estratégicos para se pensar, futuramente, em providências quanto aos impactos da expansão agrícola, por exemplo, ou ainda no direcionamento de atividades de educação ambiental”, destacou Vandete.
A partir de agora, o Projeto irá se dedicar ao monitoramento hidrológico das nascentes mapeadas. Assim, será possível avaliar a vazão e qualidade da água destas nascentes. A previsão é de que o estudo seja concluído até julho deste ano.
Em dezembro do ano passado, foi concluída a segunda etapa do estudo. Na ocasião, 17 nascentes de Mestre D’Armas foram diagnosticadas. De acordo com a coordenadora do Projeto, Vandete Maldaner, a escolha das nascentes se deu com base na representatividade das áreas onde elas se localizam.
Evolução
Contemplado em um edital público da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), o Projeto de Monitoramento das Nascentes da Unidade Hidrográfica de Mestre D’Armas teve início em 2009. De janeiro a abril, a equipe – que também trabalha no desenvolvimento do Programa Adote uma Nascente – se dedicou à elaboração da metodologia do projeto, o que incluiu, por exemplo, a escolha dos locais a serem estudados.
Já na primeira etapa, realizada de abril a setembro de 2009, foram mapeadas 33 nascentes localizadas na Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESEC-AE). Treze delas compõem a Unidade Hidrográfica de Vereda Grande. Em seguida, outras 17 nascentes da Unidade Hidrográfica de Mestre D’Armas completaram o total de 50 previsto inicialmente no Projeto.
Segundo Vandete Maldaner, a inexistência de estudos anteriores impede a elaboração de análises comparativas capazes de avaliar a evolução do estado destas nascentes. “O monitoramento hidrológico é um procedimento de longo prazo. Por isso, o intuito da equipe agora é continuar realizando novos estudos anualmente”, concluiu ela.