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Brasília

Projeto apoiado pela FAPDF aposta em iniciativas para engajar jovens do ensino médio

Iniciativa StayTech Edu busca engajar estudantes do ensino médio, promover permanência escolar e aproximá-los do universo universitário

Redação Jornal de Brasília

21/08/2025 16h01

Foto: Divulgação/FAPDF

Foto: Divulgação/FAPDF

“Sou pedagoga de formação e informata de coração”, resume a professora e pesquisadora Pricila Kohls-Santos, que dedica a carreira a unir educação, tecnologia e relações humanas. Com mais de 16 anos de experiência na educação básica, Pricila atua como docente e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília (UCB), além de liderar o Grupo de Pesquisa em Tecnologias Digitais, Internacionalização e Permanência Estudantil (GeTIPE).

Sua trajetória inclui graduação em pedagogia com ênfase em multimeios e informática educativa, mestrado e doutorado em educação pela PUCRS e pós-doutorado em educação superior pelo Centro de Estudos em Educação Superior (CEES/PUCRS).

StayTech Edu: permanência, tecnologia e educação

Com apoio da FAPDF, por meio do edital Learning 2023, Pricila coordena o projeto StayTech Edu — uma junção de Stay (permanecer), Tech (tecnologia) e Edu (educação). A iniciativa busca usar a tecnologia como ferramenta para incentivar a permanência de jovens na educação e aproximá-los do ambiente acadêmico.

O projeto é desenvolvido em quatro etapas:

  1. Sensibilização das escolas parceiras;
  2. Oficinas de robótica, eletrônica e programação, realizadas na universidade;
  3. Desenvolvimento de protótipos inspirados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS);
  4. Acompanhamento dos jovens, especialmente no ingresso ao ensino superior.

Entre as soluções em andamento estão uma estufa hidropônica automatizada, um sistema de casa inteligente para pessoas com deficiência visual e um teto rotacional para captação máxima de energia solar.

Tecnologia, mentoria e pertencimento

Um dos diferenciais do StayTech Edu é a mentoria universitária. Estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes áreas — como pedagogia, arquitetura e engenharia de software — atuam como tutores, acompanhando os jovens em oficinas e na elaboração dos projetos.

“Para os estudantes do ensino médio, estar lado a lado com colegas que já estão na universidade é motivador. Eles se sentem pertencentes e percebem que também podem estar neste espaço”, destaca Pricila.

Mais do que ensinar programação, o projeto visa fortalecer a permanência estudantil. “Quando um jovem se vê capaz de criar soluções para problemas reais, ele descobre seu potencial. A tecnologia pode ajudar a desenvolver autonomia, organização e comunicação entre gerações. Mas precisa ser usada de forma consciente, ética e com intencionalidade pedagógica”, explica a pesquisadora.

Próximos passos

O suporte da FAPDF tem sido essencial para o avanço da iniciativa. “Sem o financiamento da fundação, não seria possível trazer os estudantes até a universidade, adquirir equipamentos e proporcionar essa experiência completa. A FAPDF é parceira fundamental na transformação de vidas e contextos educativos”, afirma Pricila.

Atualmente, os grupos estão na fase de montagem dos protótipos, que serão apresentados em uma feira universitária. Em seguida, a equipe acompanhará os estudantes concluintes do ensino médio para avaliar como a experiência impactou suas escolhas no Enem e o ingresso no ensino superior.

“Nosso objetivo é reduzir o abismo entre a escola e a universidade. Queremos que os jovens sintam que esse espaço também lhes pertence, para que permaneçam nos estudos e se vejam como protagonistas capazes de transformar realidades”, conclui Pricila.

Com informações da FAPDF

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