Lançada no último mês de março, a campanha “Camisinha, um direito seu” tem como objetivo incentivar beneficiárias do programa Bolsa Família a se protegerem do HIV/Aids. A ação é do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em parceria com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. No Distrito Federal, assim como no resto do país, unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) são os responsáveis pela orientação da população sobre os testes de diagnóstico rápido e o uso da camisinha.
Essa proteção engloba o acesso à camisinha, informações para as mulheres de baixa renda, dicas sobre maneiras de discutir com o parceiro a questão do uso do preservativo e incentivá-las a fazer o teste de HIV. No país, cerca de um milhão de mulheres beneficiadas pelo programa Bolsa Família vão receber camisinhas e orientações sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST/Aids) e realizar o teste de HIV gratuitamente.
Nos Cras das capitais e principais cidades do interior brasileiro, profissionais preparados passarão as primeiras informações e encaminharão as mulheres para o Centro de Saúde de cada município – para complementar o atendimento com os exames ginecológicos necessários, além de essas unidades servirem ainda, como ponto de distribuição de preservativos e realização de exames.
Quatro slogans farão parte da campanha: “Quem dá valor à vida faz o teste da Aids”; “Quem tem paixão pela vida, usa.Camisinha,um direito seu.”; “Quem tem respeito por si mesmo, usa. Camisinha, um direito seu.”; “Quem tem amor próprio, usa. Camisinha, um direito seu”. As garotas propagandas da campanha foram duas beneficiárias do Bolsa Família.
Dados
Segundo dados do Ministério da Saúde, independentemente da faixa etária, as mulheres usam menos camisinha. Enquanto 75% das mulheres não utilizam preservativo, entre os homens este percentual cai para 57%.
Os dados mostram também que mulheres mais velhas estão se infectando mais. Em 2007, a taxa de incidência da Aids em mulheres acima de 50 anos praticamente dobrou em relação a 1997, passando de 5,2 para 9,9 casos por 100 mil habitantes.