Desde ontem (23) e até sexta-feira (26) haverá o encontro nacional da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no auditório da Universidade Paulista (Unip), para discutir o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), com a participação da Secretaria de Saúde do DF, por meio da Diretoria de Vigilância Sanitária.
Na abertura do evento, o secretário de Saúde, Joaquim Barros, lembrou dos desafios que a secretarias estaduais de Saúde e suas respectivas Vigilâncias Sanitárias enfrentam no dia a dia. “É uma atuação voltada para o bem estar da população”, disse. Para ele, o controle sobre a utilização dos agrotóxicos é de indiscutível interesse social.
O Secretário lembrou os resultados significativos da atuação da vigilância sanitária no DF. “Temos um país de tradição agrícola e a vigilância desempenha um importante trabalho, não só de fiscalização, mas de educação e conscientização para o correto uso dos produtos e manejo dos equipamentos com reflexos na saúde da população”, disse.
Para Joaquim Barros, a discussão deve enriquecer e aprimorar o trabalho no setor, reforçando a atuação do Estado nesse controle. “O trabalho da vigilância é importante, pois se reflete diretamente nas nossas mesas”, aponta.
PROGRAMA
O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) busca a identificação e quantificação dos níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos. De acordo com a Anvisa, o projeto foi criado em 2001 e as primeiras coletas realizadas em 2002 em quatro estados. Em 2009, as coletas foram realizadas por 24 estados e no Distrito Federal. Este ano, ocorreu a inclusão de Alagoas, o último estado que faltava para completar a coleta em todo o território nacional.
A obtenção de um panorama geral para dar subsídios às ações das vigilâncias sanitárias é o principal objetivo do programa. Por não ter caráter fiscal, mas de orientação, os estados e o DF ficam livres para desenvolver suas próprias ações.
ADESÃO
O Distrito Federal aderiu ao PARA em 2005, quando foram verificados problemas em amostras de produtos como alface, morango e pimentão. A partir dos laudos, no caso da alface foram desenvolvidas ações, dentro do programa Pro-folhosa, da Emater-DF. Este ano, de sete amostras apenas três foram consideradas insatisfatórias. Novas ações foram adotadas por meio da Emater-DF.
O morango apresentou, na região de Brazlândia, todos os laudos insatisfatórios. Por isso, foram encaminhados para a Emater que promoveu reuniões com os produtores e redes de supermercados a fim de buscar solução para o problema. Este ano ainda não foi realizada a coleta e análise.
No caso do pimentão, todos os laudos insatisfatórios foram de produtores do Núcleo Rural da Taquara, que está desenvolvendo seu sistema de rastreabilidade. O trabalho é feito em conjunto com a Emater-DF.
Em 2010, as coletas de produtos destinadas a análise de contaminação serão iniciadas em abril.