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Brasília

Programa da Defensoria Pública aproxima pais e filhos pelo reconhecimento de paternidade

Arquivo Geral

08/08/2014 14h36

Unir famílias é uma das principais missões do projeto Paternidade Responsável da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF). Criado em 2012, o programa já realizou mais de 200 atendimentos e acumula belas histórias entre pais e filhos.

Uma delas é a de Welison Queiroz, 30. Morador de Samambaia, ele conta que se separou da namorada um mês após saber da gravidez dela. “Eu me separei porque nossa relação já não estava bem. E, na época, ouvi boatos de que eu poderia não ser o pai das crianças”, diz Welison que, apesar da incerteza, custeou parte da gestação da ex-parceira.

Meses antes do nascimento do casal de gêmeos, ele foi intimado a procurar a Defensoria Pública. A mãe havia procurado o órgão para que Welison assumisse a paternidade das crianças. “Lá [na Defensoria], foi aberto um processo de investigação de paternidade. Assim que os gêmeos nascessem, faríamos o teste de DNA para saber se eu realmente era o pai”, conta.

E o teste de DNA revelou o que a mãe já afirmava: Welison era o pai biológico dos gêmeos. “No fórum, me disseram que havia 99,9% de chances de eu ser o pai das crianças”, comenta.

E, passados quase seis meses desde o nascimento do casal, ele revela: “Antes, eu não tinha nenhuma vontade de manter contato com as crianças. Mas, depois que eles nasceram, a minha concepção mudou. Hoje, eu adoro os meus filhos. Eu os amo de paixão”.

50 anos depois, o reconhecimento
A união de Rosimar Garcia, 53, a filha, e Francisco de Sales, 84, o pai, é outro exemplo de sucesso do Paternidade Responsável. Eles tiveram o apoio da equipe da DPDF desde o atendimento inicial até a abertura do resultado do Exame de DNA, que ocorreu na presença do defensor público Hamilton Carvalho e da psicóloga Camila Santos.

“Passei por inúmeros constrangimentos na época da escola. Na hora de falar o nome do pai em algum cadastro também”, relata Rosimar, enquanto tentava segurar as lágrimas impulsionadas pelo resultado do teste. Ela conta que cresceu com medo da rejeição, mas afirma que agora se sente completa. “Foi como se tivesse preenchido um buraco, eu tinha uma cratera no meu coração”, afirma.

Paternidade Responsável nas escolas
O programa Paternidade Responsável também atua nas escolas públicas do DF. Quando identificada a ausência do registro paterno na documentação do aluno, a mãe é procurada e o acesso ao programa, oferecido. Só este ano, foram realizados 50 atendimentos em escolas de Brazlândia, Ceilândia, Gama, Recanto das Emas e de Samambaia. Desse total, foram feitos oito reconhecimentos de paternidade voluntária, quando o pai dispensa a realização de teste de DNA.

Serviço 

Se você conhece alguém que não tem o nome do pai na certidão de nascimento, pode procurar a Defensoria Pública do DF. Em muitos casos, a mediação entre as partes agiliza o processo, com a solicitação de exames de DNA custeados pela DPDF.

Defensoria Pública do DF

Núcleo de Iniciais da DPDF

Estação do Metrô da 114 Sul

Praça do Cidadão Salas 2,3 e 6

Telefones: 3346 7047 e 3345 3210

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