No fim da tarde desta quarta (28), por volta das 17h, um grupo de professores realizou uma manisfestação na Ponte do Bragueto e interditou todas as faixas da via com os próprios veículos. Às 17h20, os manifestantes seguiram para o Eixo Sul, onde quatro professores foram presos, sendo dois por desacato e dois que teriam parado ônibus coletivos e tomado as chaves dos motoristas, com o intuito de fechar o Eixinho Sul. Os envolvidos foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).
De acordo com informações do Batalhão de Choque da Polícia Militar, os manifestantes fizeram um cobrador e um motorista de ônibus descerem do veículo. Em seguida, começaram a atacar o coletivo e colocaram o mesmo atravessado na via.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) esteve no local para conter o tumulto e liberar as faixas bloqueadas. Os professores que estavam presentes no local se defenderam e garantiram que a ação não foi praticada por eles, mas sim por um grupo de rodoviários que apoiavam o protesto.
Invasão em escola
Na tarde desta quarta (28), o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) invadiu a escola Caseb, localizada na Asa Sul. Segundo testemunhas, os manifestantes obrigaram os servidores da escola a entrarem em greve. Além disso, de acordo com as informações, o grupo teria agredido verbalmente e fisicamente os alunos.
Posicionamento do GDF
Em nota, o Governo de Brasília disse lamentar que alguns professores, sob o comando do sindicato, tenham radicalizado o movimento grevista que realizam com o fechamento de vias públicas e interrupção do tráfico. “Além de prejudicar os alunos das escolas públicas e seus pais, esses professores em greve causaram transtornos a milhares de pessoas que transitavam pelas vias de Brasília”, afirmou o GDF.
Segundo o órgão, eles nunca deixaram de receber os sindicatos e, afirmou que já deixou claro, aos servidores e à população, que não tem condições orçamentárias e financeiras de pagar agora os reajustes salariais concedidos em 2013. “As greves e a interrupção de vias em nada contribuem para que os pagamentos possam ser feitos”, pontuou a nota.
O governo finalizou dizendo que tem a obrigação de assegurar à população o livre trânsito pelas vias da cidade e não pode permitir que algumas pessoas interrompam o tráfego por sua vontade ou a qualquer pretexto. “A Polícia Militar agirá sempre, dentro da lei e de suas atribuições, para impedir o fechamento de vias públicas”, concluiu.