Você conhece o brasiliense Paulo Cunha, de 31 anos? Não? E o professor de inglês Mr. Teacher Paulo? Reconhecido muito mais por seu apelido na internet, o professor faz sucesso nas redes sociais com suas dicas e mostra que é possível chegar à tão sonhada fluência na língua estrangeira. Ele já acumula mais de 660 mil seguidores no Instagram, 129 mil no Facebook e 337 mil inscritos no canal do YouTube.
Tudo começou cinco anos atrás, quando Paulo decidiu dar aulas de inglês em uma igreja daqui de Brasília. “Eu ofereci aulas por R$ 40 ao mês e ninguém foi. Quando eu perguntei o motivo, os que estavam interessados em fazer me falaram: ‘Paulo, eu queria muito, mas não posso gastar 40 reais por mês, senão eu fico sem fazer a feira'”, lembra.
Foi quando ele teve a ideia de iniciar o seu canal no Youtube. “Eu o criei em 2013. Com a internet, tudo é possível. Hoje, já cheguei a mais de 120 países. Recebo mensagens de alunos na China, que é um país comunista, e eles me dizem que entram em um servidor específico para poder assistir as minhas aulas. Isso é fantástico”, conta.
Depois do canal, veio a oportunidade de se mudar para Nova Jersey, nos Estados Unidos. “O meu maior objetivo é levar o ‘inglês da vida real’, coisas que não conseguimos encontrar em outras páginas de redes sociais e plataformas que ensinam inglês. Por estar morando nos EUA, mostrar não somente a vida aqui, mas a realidade: como é um supermercado, um hospital, uma universidade, uma escola. Consigo oferecer aos seguidores um conteúdo a mais”, completa.
Um dos vídeos do Mr. Teacher que fez sucesso é o “13 marcas famosas que pronunciamos errado em inglês”, que tem mais de 1,8 milhão de visualizações.
O professor comenta ainda que essa fórmula de ensino pode ser mais fácil do que dentro de uma sala de aula. “Com o visual fica muito fácil de aprender do que somente lendo ou escutando… O nosso cérebro consegue absorver muito mais a informação quando você tem uma imagem. Já foi comprovado que com uma imagem o nosso cérebro absorve 80% a mais do que uma leitura, por exemplo”, compara.
Por fim, Paulo insiste em dizer que a fluência inglesa é acessível a qualquer um. “Bato na tecla sempre de que, se eu cheguei à fluência do inglês, você, todo mundo pode. Ninguém nasceu falando português. Se você pode falar português, você pode aprender inglês. E só uma questão de persistência, comprometimento até conseguir”, conclui.