Dificuldade de respirar, nariz sangrando, mal estar, estes foram alguns dos sintomas sentidos pela seleção brasileira de taekwondo durante sua participação no evento teste da modalidade nos Jogos Olímpicos de Pequim, há duas semanas. Além dos adversários internacionais, o clima chinês também fez um teste duro na resistência física dos lutadores brasileiros.
Medalha de bronze na competição, Débora Nunes (-57kg) foi uma que sofreu bastante com a baixa umidade do ar na cidade. “Depois da primeira luta, parecia que já tinha feito umas dez”, lembra a atleta. “O ar seco me dava dor no peito e fazia meu nariz sangrar. Para lutar tínhamos de estar sempre hidratando o nariz. Se estiver desta forma nas Olimpíadas vai ser complicado”.
Mesmo quem não enfrentou nenhuma luta teve dificuldades com a pouca umidade. Foi o caso do técnico Mauro Hideki. “Para dormir, precisava deixar o chuveiro ligado na temperatura mais quente durante 20 minutos para poder respirar”.
Por enquanto, a comissão ainda não sabe se serão adotadas medidas específicas com relação a este problema para a época dos Jogos. “Estamos esperando receber os estudos do Comitê Olímpico para saber quais procedimentos vamos adotar. Pode ser desde a aclimatação em outro lugar até ir e voltar para Pequim somente para as lutas”.
Campeã mundial em 2005, Natália Falavigna (+67kg) sentiu os incômodos do clima chinês, mas preferiu minimizar a situação. “Nos primeiros dias era difícil para respirar mesmo, mas já estive na China antes e não senti nada”.
A visita anterior da equipe brasileira ocorreu em maio de 2007, na disputa do Campeonato Mundial, novamente em Pequim. Para Natália, o motivo da diferença de reações pode ser a época em que as viagens foram feitas. “Acho que (o clima seco) era por ser inverno”.
Os Jogos Olímpicos começarão dia 8 de agosto, durante o verão asiático. A previsão meteorológica é de altas temperaturas e o receio da organização, na verdade, é que a chuva possa atrapalhar alguns eventos: como as cerimônias de abertura e encerramento. Boletins meteorológicos atualizados de hora em hora em cada sede prometem minimizar qualquer possível transtorno.
Contudo, há alguns anos a China sofre com a redução no índice pluviométrico, o que levou os organizadores também a trabalharem com a possibilidade da umidade ficar tão baixa que acabem se tornando um problema. Para isso, já foram realizados teste de bombardeamento de nuvens com substâncias, que ajudem a provocar a chuva.
Algumas instalações esportivas também se preparam para este inconveniente. Em fevereiro, durante o evento teste de natação, uma das coisas que provocou boa impressão no coordenador-técnico de natação da seleção, Ricardo Moura, foi o sistema de vaporização que elevava em quase 12% o índice de umidade no local.
Além do alerta para o clima, o evento teste chinês também serviu para preparar os atletas brasileiros para a pressão dos Jogos. “A competição foi importante para experimentar in loco as condições dos Jogos”, destaca Hideki.
Do trio classificado para Pequim, que também inclui Márcio Wenceslau (-58kg), Débora é a única estreante. Por isso, a competição teve um valor especial para ela.
Única do grupo a subir ao pódio com um bronze no evento teste, ela admite que o resultado aumentou a confiança. “Deu um ânimo a mais porque a gente não estava esperando. Estávamos treinando muito o físico”, diz.
Particularmente, ela também acredita que a prévia do ambiente olímpico será muito importante para sua estréia. “Isto foi até o mais importante porque não vou ficar deslumbrada nem vou ter ansiedade, pois até a entrada dos atletas na área de luta foi feita como será nas Olimpíadas”. A pressão da torcida, que segundo ela lotou o local das lutas já no evento, também não será um mistério.
Além da medalha de Débora no teste chinês, o Brasil retornou da primeira fase de preparação internacional com mais duas medalhas. Natália foi prata e Wenceslau bronze no Aberto de Hamburgo, realizado no último domingo, na Alemanha.
Medalha de bronze na competição, Débora Nunes (-57kg) foi uma que sofreu bastante com a baixa umidade do ar na cidade. “Depois da primeira luta, parecia que já tinha feito umas dez”, lembra a atleta. “O ar seco me dava dor no peito e fazia meu nariz sangrar. Para lutar tínhamos de estar sempre hidratando o nariz. Se estiver desta forma nas Olimpíadas vai ser complicado”.
Mesmo quem não enfrentou nenhuma luta teve dificuldades com a pouca umidade. Foi o caso do técnico Mauro Hideki. “Para dormir, precisava deixar o chuveiro ligado na temperatura mais quente durante 20 minutos para poder respirar”.
Por enquanto, a comissão ainda não sabe se serão adotadas medidas específicas com relação a este problema para a época dos Jogos. “Estamos esperando receber os estudos do Comitê Olímpico para saber quais procedimentos vamos adotar. Pode ser desde a aclimatação em outro lugar até ir e voltar para Pequim somente para as lutas”.
Campeã mundial em 2005, Natália Falavigna (+67kg) sentiu os incômodos do clima chinês, mas preferiu minimizar a situação. “Nos primeiros dias era difícil para respirar mesmo, mas já estive na China antes e não senti nada”.
A visita anterior da equipe brasileira ocorreu em maio de 2007, na disputa do Campeonato Mundial, novamente em Pequim. Para Natália, o motivo da diferença de reações pode ser a época em que as viagens foram feitas. “Acho que (o clima seco) era por ser inverno”.
Os Jogos Olímpicos começarão dia 8 de agosto, durante o verão asiático. A previsão meteorológica é de altas temperaturas e o receio da organização, na verdade, é que a chuva possa atrapalhar alguns eventos: como as cerimônias de abertura e encerramento. Boletins meteorológicos atualizados de hora em hora em cada sede prometem minimizar qualquer possível transtorno.
Contudo, há alguns anos a China sofre com a redução no índice pluviométrico, o que levou os organizadores também a trabalharem com a possibilidade da umidade ficar tão baixa que acabem se tornando um problema. Para isso, já foram realizados teste de bombardeamento de nuvens com substâncias, que ajudem a provocar a chuva.
Algumas instalações esportivas também se preparam para este inconveniente. Em fevereiro, durante o evento teste de natação, uma das coisas que provocou boa impressão no coordenador-técnico de natação da seleção, Ricardo Moura, foi o sistema de vaporização que elevava em quase 12% o índice de umidade no local.
Além do alerta para o clima, o evento teste chinês também serviu para preparar os atletas brasileiros para a pressão dos Jogos. “A competição foi importante para experimentar in loco as condições dos Jogos”, destaca Hideki.
Do trio classificado para Pequim, que também inclui Márcio Wenceslau (-58kg), Débora é a única estreante. Por isso, a competição teve um valor especial para ela.
Única do grupo a subir ao pódio com um bronze no evento teste, ela admite que o resultado aumentou a confiança. “Deu um ânimo a mais porque a gente não estava esperando. Estávamos treinando muito o físico”, diz.
Particularmente, ela também acredita que a prévia do ambiente olímpico será muito importante para sua estréia. “Isto foi até o mais importante porque não vou ficar deslumbrada nem vou ter ansiedade, pois até a entrada dos atletas na área de luta foi feita como será nas Olimpíadas”. A pressão da torcida, que segundo ela lotou o local das lutas já no evento, também não será um mistério.
Além da medalha de Débora no teste chinês, o Brasil retornou da primeira fase de preparação internacional com mais duas medalhas. Natália foi prata e Wenceslau bronze no Aberto de Hamburgo, realizado no último domingo, na Alemanha.