Os efeitos nocivos que a poluição de Pequim pode ter para os atletas participantes dos Jogos Olímpicos foram exagerados, segundo afirmou hoje o sueco Arne Ljungqvist, presidente da Comissão Médica do Comitê Olímpico Internacional (COI).
“Tive uma reunião particular com um especialista da OMS que está muito contrariado com o tratamento dado ao assunto nos meios de comunicação. Na verdade, se recorreu a padrões de saúde que se recomendam aos residentes, e não aos turistas temporários”, assinalou perante a assembléia do COI.
“Não se deve temer efeitos a longo prazo”, insistiu.
A Comissão presidida por Ljungqvist recebe relatórios diários com os índices de poluição hora a hora, e por isso poderá tomar medidas, caso se faça necessário.
A neblina que obscurece estes dias o céu da cidade, destacou, é produto da evaporação causada pelas altas temperaturas.
O COI assinalou em repetidas ocasiões que não terá problemas em adiar alguma prova, caso a poluição seja muito alta no momento de sua disputa.