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Brasília

Primeiro dia de 2013 começa com preguiça e muita sujeira nas ruas

Arquivo Geral

02/01/2013 8h05

Júlia Carneiro 

julia.carneiro@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Brasília acordou na primeira manhã de 2013 com cara de ressaca. As ruas vazias davam o tom do que foi a festa da virada para boa parte da população. No Eixão do Lazer, poucas pessoas se arriscavam a uma caminhada ou mesmo a uma pedalada. Em outras avenidas, como a W3 Sul, a calmaria era tanta, que os pássaros e pombos ocuparam a rua. Por onde se andava o ritmo era de preguiça, com pouquíssimos carros e pessoas circulando.  

Trabalho mesmo, e logo ao raiar do dia, tiveram os funcionários do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Um pouco antes das 6h, enquanto os últimos convidados saíam das festas, os garis já iniciavam os trabalhos para recolher todo o lixo das comemorações de ano novo em áreas públicas. Quem festejou a noite inteira acordou com a cidade toda limpa. Só na Esplanada dos Ministérios, foram recolhidas cerca de cinco toneladas de entulhos em quatro horas de trabalho.

 

Um gari que limpa as ruas nas manhãs do primeiro dia do ano há cinco anos consecutivos até hoje não se acostumou muito. “O melhor do fim do ano é passar com a família e a gente está aqui trabalhando”, reclamou ele. Mas, mesmo assim, trabalhou incansavelmente ao lado de seus colegas. “Estava tudo sujo, só tinha lixo e bêbado no chão”, contou.

 

Como de costume, todos os anos as pessoas perdem muitos objetos, como carteira, documentos, celulares e máquinas fotográficas. “Não foi achado nada fora do comum. Tudo que é encontrado é passado para os seguranças. Eles levam direto para o palco, onde os organizadores do evento reúnem no Achados e Perdidos e, no dia seguinte, entregam tudo para a polícia”, explicou um dos seguranças do evento na Esplanada, Wesley Souza, 30 anos. 

 

Oferendas na Prainha

Um outro local que junta muita sujeira na virada do ano é a Prainha. Embora seja bem menor, há uma quantidade maior de lixo, como flores, frutas e bebidas. A equipe responsável pela limpeza também iniciou os trabalhos pela manhã, logo cedo. 

 

Aldenina de Souza, 43 anos, está participando da limpeza pela terceira vez e afirma que todo ano é a mesma coisa: muita sujeira e oferendas fora do comum. “É sempre assim, muitas velas e muita comida. Entre as coisas mais estranhas que encontramos, apareceu um monte de pano sujo com sangue e algumas roupas íntimas femininas”, contou.

 

Segundo ela, também houve uma briga intensa entre um mendigo e outra pessoa que chegou a ser ameaçada com um facão. 

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